O Ministério da Educação, em parceria com a Unesco e a Fundação Joaquim Nabuco, disponibiliza para download a Coleção Educadores, uma série com 62 livros sobre personalidades da educação. A coleção traz ensaios biográficos sobre 30 pensadores brasileiros, 30 estrangeiros, e dois manifestos: “Pioneiros da Educação Nova”, de 1932, e “Educadores”, de 1959. A escolha dos nomes para compor a coleção foi feita por representantes de instituições educacionais, universidades e Unesco.
O critério para a escolha foi reconhecimento histórico e o alcance de suas reflexões e contribuições para o avanço da educação no mundo. No Brasil, o trabalho de pesquisa foi feito por profissionais do Instituto Paulo Freire. No plano internacional, foi traduzida a coleção Penseurs de l’éducation, organizada pelo International Bureau of Education (IBE) da Unesco, em Genebra, que reúne alguns dos maiores pensadores da educação de todos os tempos e culturas.
Integram a coleção os seguintes educadores/pensadores: Alceu Amoroso Lima, Alfred Binet, Almeida Júnior, Andrés Bello, Anton Makarenko, Antonio Gramsci, Anísio Teixeira, Aparecida Joly Gouveia, Armanda Álvaro Alberto, Azeredo Coutinho, Bertha Lutz, Bogdan Suchodolski, Carl Rogers, Cecília Meireles, Celso Sucow da Fonseca, Célestin Freinet, Darcy Ribeiro, Domingo Sarmiento, Durmeval Trigueiro, Edgard Roquette-Pinto, Fernando de Azevedo, Florestan Fernandes, Frederic Skinner, Friedrich Fröbel, Friedrich Hegel, Frota Pessoa, Georg Kerschensteiner, Gilberto Freyre, Gustavo Capanema, Heitor Villa-Lobos, Helena Antipoff, Henri Wallon, Humberto Mauro, Ivan Illich, Jan Amos Comênio, Jean Piaget, Jean-Jacques Rousseau, Jean-Ovide Decroly, Johann Herbart, Johann Pestalozzi, John Dewey, José Martí, José Mário Pires Azanha, José Pedro Varela, Júlio de Mesquita Filho, Liev Semionovich Vygotsky, Lourenço Filho, Manoel Bomfim, Manuel da Nóbrega, Maria Montessori, Nísia Floresta, Ortega y Gasset, Paschoal Lemme, Paulo Freire, Roger Cousinet, Rui Barbosa, Sampaio Dória, Sigmund Freud,Valnir Chagas, Édouard Claparède e Émile Durkheim.
Clique no link para acessar: 62 obras sobre os principais pensadores da educação para download
DAS COXILHAS SERRANAS:
DAS COXILHAS SERRANAS
Notícias do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Educação (PPGE)
Mestrado Acadêmico em Educação
Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC) - Lages - Santa Catarina - Brasil
Para conhecer a UNIPLAC, acesse: www.uniplac.net
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
COLUBHE 2014
Acham-se abertas, no período de 18/09 a 15/11/2013, as inscrições para resumos de trabalho a serem apresentados no X Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação cujo tema geral é Percursos e Desafios na História da Educação Luso-Brasileira, a ser realizado de 25 a 28 de agosto de 2014 na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. (Curitiba / Brasil)
Informações no site: www.pucpr.br/ppge (X Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação – COLUBHE).
Informações no site: www.pucpr.br/ppge (X Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação – COLUBHE).
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Educação e Ensino
RESENHA: EDUCAÇÃO E ENSINO NA OBRA DE MARX E ENGLES, DE JOSÉ CLAUDINEI LOBARDI. CAMPINAS, SP: ALÍNEA, 2011. 256 P.
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Após anos de intensas pesquisas José Claudinei Lombardi publicou no ano de 2011 a obra Educação e ensino na obra de Marx e Engels. Texto derivado de sua livre docência pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE-UNICAMP), o livro está editado pela Alínea, na cidade de Campinas-SP. No geral, o trabalho pretende colaborar com a crítica das atuais transformações político-ideológicas que vêm ocorrendo nas universidades “públicas” do Estado de São Paulo, notadamente neoliberais (elitistas, privatizantes e antimarxistas). Para além das críticas ao atual sistema, o livro também objetiva auxiliar os educadores no empreendimento de uma ruptura com a educação burguesa, vislumbrando a possibilidade de o proletariado conduzir, no futuro, sua educação de forma autônoma e liberta.
Logo nas primeiras linhas da introdução, o autor assume sua filiação marxista ao afirmar que é impossível pensar a educação de forma abstrata e separada da vida social. Na realidade, para compreender a educação (e o ensino) é fundamental articular estas ao modo de produção da vida material por meio do materialismo dialético.
Nesse sentido, de acordo com Lombardi, não podemos entender a educação ou qualquer outra esfera da vida social descoladas do contexto histórico em que surgem e se desenvolvem. Foi assim que “Zezo” como o autor é popularmente conhecido abre o primeiro capítulo do livro denominado: “Iluminismo e enciclopedismo: luzes, progresso e revolução”. Nesta parte, ocorre uma contextualização do período histórico em que surgiu o pensamento de Marx e Engels, informações que são essenciais para se entender as formulações que os comunistas fizeram acerca da educação.
Expondo a sua concepção teórico-metodológica da História, por meio dos escritos de Marx e Engels, Lombardi escreveu o capítulo 2: “Minhas referências de análise, as balizas do marxismo”. Neste trecho, são analisados os pressupostos da concepção materialista dialética da História, o que implica trabalhar com três categorias fundamentais: “Revolução”, como o processo de transformação das estruturas econômica, social e política (seja de um modo-de-produção ou de um regime social); “Luta de classes e esta como motor da História”, onde não existe solução na conciliação ou dialogo e sim no sangrento embate entre as classes antagônicas e a “Violência e leis do desenvolvimento da história humana”.
Adentrando-se no terceiro capítulo: “A categoria modo de produção e o princípio da união entre ensino e trabalho”, Lombardi analisa as relações entre a educação e seus profissionais, entendendo que este campo não foi constituído por meras ideias subjetivas, abstratas, sobrenaturais ou místicas, mas em consonância com os aspectos materiais e objetivos, que correspondem às forças produtivas e relações de produção articuladas aos diferentes modos e organizações de produção, historicamente construídas pelos homens e particularmente consolidadas nas mais diferentes formações sociais.
Assim, compreender a História da Educação é analisar o processo histórico de transformação das relações do modo de produção e a educação, aspectos explorados no capítulo 4: “Análise marxiana sobre educação no modo capitalista de produção”. Em decorrência dos objetivos do capital, a educação que o Estado burguês destina à classe trabalhadora é extremamente precária, aparecendo como mera exigência legal, graças às lutas e reivindicações proletárias ou como “regulação” da burguesia, que por meio da instrução, ideologiza a exploração capitalista como algo “natural”. Ademais, a revolução industrial capitalista aprofundou a divisão e a simplificação do trabalho, repercutindo na falta de importância que a burguesia passou a depositar na qualificação dos operários, ou seja, para se apertar botões não existem grandes necessidades de instrução[1].
O capítulo cinco é reservado ao estudo que Lombardi fez acerca do “Trabalho e instrução das crianças trabalhadoras”, onde é destacado um cenário de ignorância e analfabetismo, tanto entre os professores das escolas populares como entre os operários. Nesse quadro social, na Inglaterra do início do século XX, os trabalhadores eram “banidos” do acesso à cultura clássica, que constituída coletivamente na História da humanidade foi apropriada e acumulada, de forma privada, pela burguesia que, enquanto classe dominante, boicotava aos trabalhadores o acesso a estas informações por temor de seus efeitos “perigosos” ou “subversivos” ao status quo. Já a demanda que os proletários tinham por educação para seus filhos produzia um efeito “artificial”, pois, a longa jornada de trabalho das crianças impossibilitava o aproveitamento escolar[2].
Após discorrer sobre a precária educação da classe trabalhadora, a última parte da obra é baseada em “encaminhamentos” expressos no capítulo 6: “Fundamentos da proposta pedagógica comunista - Marx e Engels”. Aqui se encontram as propostas que os comunistas fizeram para a educação dos trabalhadores de sua época. Entre as principais “bandeiras” estavam: o fim da exploração capitalista das crianças que trabalham nas fábricas; junção entre educação e formação e produção material; educação politécnica que desenvolva a omnilateralidade nos homens, o que envolve uma formação articulada entre exercícios mentais, físicos e técnicos, configurados conforme a idade das crianças, jovens e adultos; indissociabilidade da educação e da política; união entre tempo livre e o tempo de trabalho, ou seja, o trabalho, o estudo e o lazer.
Estas “bandeiras” para a educação foram entendidas como fundamentais instrumentos de desalienação dos trabalhadores, e, portanto, um meio para encravar a revolução proletária. Para esta estratégia também era fundamental exigir uma educação estatal, gratuita, laica, obrigatória e universal, aspectos da ideologia socialista que foram apropriados pela burguesia na sua luta política e ideológica contra o proletariado.
Em linhas gerais, o livro corre de forma clara, didática e sem neutralismos, onde Lombardi colabora com uma atitude propositiva. Para o autor, em tempos de defesa apologética da irracionalidade, da subjetividade, do fragmentário, do microscópio, da ideia e do particular, os educadores não possuem motivos para ficar na retaguarda, “[...] precisamos resgatar as armas teóricas de um ponto de vista que vislumbre a materialidade [...]” (p. 239), a objetividade, a racionalidade revolucionária e a totalidade histórico-social.
Rodrigo Molina
Historiador e doutorando em Educação na Universidade Estadual de Campinas. Pertencente ao grupo de estudos "História, Sociedade e Educação no Brasil" (HISTEDBR).
[1] A exceção da regra é a formação especializada dos “capatazes”, um diminuto pessoal encarregado do controle e gerenciamento dos processos produtivos.
[2] Contemporaneamente, Lombardi entende que a estrutura desse sistema de exploração não se alterou
Fonte: Tecendoemreverso.blogspot.com.br
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Após anos de intensas pesquisas José Claudinei Lombardi publicou no ano de 2011 a obra Educação e ensino na obra de Marx e Engels. Texto derivado de sua livre docência pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE-UNICAMP), o livro está editado pela Alínea, na cidade de Campinas-SP. No geral, o trabalho pretende colaborar com a crítica das atuais transformações político-ideológicas que vêm ocorrendo nas universidades “públicas” do Estado de São Paulo, notadamente neoliberais (elitistas, privatizantes e antimarxistas). Para além das críticas ao atual sistema, o livro também objetiva auxiliar os educadores no empreendimento de uma ruptura com a educação burguesa, vislumbrando a possibilidade de o proletariado conduzir, no futuro, sua educação de forma autônoma e liberta.
Logo nas primeiras linhas da introdução, o autor assume sua filiação marxista ao afirmar que é impossível pensar a educação de forma abstrata e separada da vida social. Na realidade, para compreender a educação (e o ensino) é fundamental articular estas ao modo de produção da vida material por meio do materialismo dialético.
Nesse sentido, de acordo com Lombardi, não podemos entender a educação ou qualquer outra esfera da vida social descoladas do contexto histórico em que surgem e se desenvolvem. Foi assim que “Zezo” como o autor é popularmente conhecido abre o primeiro capítulo do livro denominado: “Iluminismo e enciclopedismo: luzes, progresso e revolução”. Nesta parte, ocorre uma contextualização do período histórico em que surgiu o pensamento de Marx e Engels, informações que são essenciais para se entender as formulações que os comunistas fizeram acerca da educação.
Expondo a sua concepção teórico-metodológica da História, por meio dos escritos de Marx e Engels, Lombardi escreveu o capítulo 2: “Minhas referências de análise, as balizas do marxismo”. Neste trecho, são analisados os pressupostos da concepção materialista dialética da História, o que implica trabalhar com três categorias fundamentais: “Revolução”, como o processo de transformação das estruturas econômica, social e política (seja de um modo-de-produção ou de um regime social); “Luta de classes e esta como motor da História”, onde não existe solução na conciliação ou dialogo e sim no sangrento embate entre as classes antagônicas e a “Violência e leis do desenvolvimento da história humana”.
Adentrando-se no terceiro capítulo: “A categoria modo de produção e o princípio da união entre ensino e trabalho”, Lombardi analisa as relações entre a educação e seus profissionais, entendendo que este campo não foi constituído por meras ideias subjetivas, abstratas, sobrenaturais ou místicas, mas em consonância com os aspectos materiais e objetivos, que correspondem às forças produtivas e relações de produção articuladas aos diferentes modos e organizações de produção, historicamente construídas pelos homens e particularmente consolidadas nas mais diferentes formações sociais.
Assim, compreender a História da Educação é analisar o processo histórico de transformação das relações do modo de produção e a educação, aspectos explorados no capítulo 4: “Análise marxiana sobre educação no modo capitalista de produção”. Em decorrência dos objetivos do capital, a educação que o Estado burguês destina à classe trabalhadora é extremamente precária, aparecendo como mera exigência legal, graças às lutas e reivindicações proletárias ou como “regulação” da burguesia, que por meio da instrução, ideologiza a exploração capitalista como algo “natural”. Ademais, a revolução industrial capitalista aprofundou a divisão e a simplificação do trabalho, repercutindo na falta de importância que a burguesia passou a depositar na qualificação dos operários, ou seja, para se apertar botões não existem grandes necessidades de instrução[1].
O capítulo cinco é reservado ao estudo que Lombardi fez acerca do “Trabalho e instrução das crianças trabalhadoras”, onde é destacado um cenário de ignorância e analfabetismo, tanto entre os professores das escolas populares como entre os operários. Nesse quadro social, na Inglaterra do início do século XX, os trabalhadores eram “banidos” do acesso à cultura clássica, que constituída coletivamente na História da humanidade foi apropriada e acumulada, de forma privada, pela burguesia que, enquanto classe dominante, boicotava aos trabalhadores o acesso a estas informações por temor de seus efeitos “perigosos” ou “subversivos” ao status quo. Já a demanda que os proletários tinham por educação para seus filhos produzia um efeito “artificial”, pois, a longa jornada de trabalho das crianças impossibilitava o aproveitamento escolar[2].
Após discorrer sobre a precária educação da classe trabalhadora, a última parte da obra é baseada em “encaminhamentos” expressos no capítulo 6: “Fundamentos da proposta pedagógica comunista - Marx e Engels”. Aqui se encontram as propostas que os comunistas fizeram para a educação dos trabalhadores de sua época. Entre as principais “bandeiras” estavam: o fim da exploração capitalista das crianças que trabalham nas fábricas; junção entre educação e formação e produção material; educação politécnica que desenvolva a omnilateralidade nos homens, o que envolve uma formação articulada entre exercícios mentais, físicos e técnicos, configurados conforme a idade das crianças, jovens e adultos; indissociabilidade da educação e da política; união entre tempo livre e o tempo de trabalho, ou seja, o trabalho, o estudo e o lazer.
Estas “bandeiras” para a educação foram entendidas como fundamentais instrumentos de desalienação dos trabalhadores, e, portanto, um meio para encravar a revolução proletária. Para esta estratégia também era fundamental exigir uma educação estatal, gratuita, laica, obrigatória e universal, aspectos da ideologia socialista que foram apropriados pela burguesia na sua luta política e ideológica contra o proletariado.
Em linhas gerais, o livro corre de forma clara, didática e sem neutralismos, onde Lombardi colabora com uma atitude propositiva. Para o autor, em tempos de defesa apologética da irracionalidade, da subjetividade, do fragmentário, do microscópio, da ideia e do particular, os educadores não possuem motivos para ficar na retaguarda, “[...] precisamos resgatar as armas teóricas de um ponto de vista que vislumbre a materialidade [...]” (p. 239), a objetividade, a racionalidade revolucionária e a totalidade histórico-social.
Rodrigo Molina
Historiador e doutorando em Educação na Universidade Estadual de Campinas. Pertencente ao grupo de estudos "História, Sociedade e Educação no Brasil" (HISTEDBR).
[1] A exceção da regra é a formação especializada dos “capatazes”, um diminuto pessoal encarregado do controle e gerenciamento dos processos produtivos.
[2] Contemporaneamente, Lombardi entende que a estrutura desse sistema de exploração não se alterou
Fonte: Tecendoemreverso.blogspot.com.br
Pedagogia Histórico-crítica
Segue a gravação do curso ministrado no último EBEM.
A Pedagogia histórico-crítica e a psicologia histórico-cultural
Prof. Dr. Newton Duarte e Profª. Drª. Lígia Márcia Martins
Curso realizado nos dias 27 e 28 de agosto de 2013 durante o VI EBEM.
e
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Professor não detém exclusividade do saber
Venezuelano defende o uso da tecnologia em favor do aprendizado - e acredita em uma certa obsolescência do professor na atualidade
No centro de pesquisa em que o venezuelano Jose Luis Cordeiro trabalha, nos Estados Unidos, a missão é ambiciosa: "educar, inspirar e capacitar líderes para aplicar tecnologias exponenciais para enfrentar os grandes desafios da humanidade". Pudera: Cordeiro é pesquisador da Nasa, na Singularity University – mais conhecida como a Universidade do Futuro, localizada na Califórnia (EUA).
Nascido em Caracas há 51 anos, o venezuelano correu o mundo para chegar à concepção atual que tem de educação e tornar-se uma referência mundial na defesa do uso da tecnologia em favor do aprendizado. Passou pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge (EUA), onde se formou e fez mestrado em engenharia mecânica; estudou economia internacional e política comparada na Georgetown University, em Washington (EUA); e fez MBA no Institut Européen d’Administration des Affaires, em Fontainebleau (França). Já o doutorado foi realizado entre o MIT, o Institute of Developing Economies, em Tóquio (Japão), e a Universidad Simón Bolívar, em Caracas.
Se as escolas não adotam tecnologias para o futuro, elas serão ignoradas pelos estudantes Jose Luis Cordeiro pesquisador da Nasa
A experiência ao redor do mundo – foram mais de 130 países visitados, em cinco continentes – alimentou suas teorias sobre educação. Entre as ideias que defende estão o uso da internet para democratizar o ensino, a liberdade para que as potencialidades dos estudantes apareçam e uma certa obsolescência do professor, que não detém mais a exclusividade sobre o saber, e sim as ferramentas para facilitar o aprendizado. Mas ele tem uma esperança. "Finalmente, a educação parece estar mudando e se tornando mais independente e personalizada", afirma.
Em recente passagem pelo Brasil, em julho deste ano, Cordeiro pôde acompanhar qual o estágio da educação no País. Para o pesquisador, qualquer cidade tem potencial para produzir singularidades. Porém, ele alerta para a urgência de uma mudança na proposta de aprendizagem, já que, acredita, a inteligência humana corre o risco de ser ultrapassada pela artificial em breve. Ele falou sobre essas e outras ideias envolvendo educação e tecnologia nesta entrevista exclusiva para o Terra. Confira:
Terra – Por que a inteligência artificial irá ultrapassar a humana?
Jose Cordeiro – Nós, continuamente, criamos computadores mais poderosos, baratos e rápidos. De acordo com a Lei de Moore, computadores dobram de capacidade a cada 10 meses. Se essa tendência continuar, a inteligência artificial irá alcançar a inteligência humana entre 2029 e 2045.
Terra – Se isso ocorrer, qual deverá ser o estímulo dos estudantes para acumular conhecimento?
Cordeiro – As pessoas precisam decidir se elas querem se juntar ao futuro ou permanecer no passado. A comunidade Amish, nos Estados Unidos, e algumas tribos indígenas na Amazônia decidiram ficar no passado, enquanto a maior parte da humanidade continua andando para frente. No futuro, nós vamos nos misturar mais e mais com a tecnologia, não só com óculos e próteses, mas também com implantes cerebrais.
Terra – Se a diferente apropriação destas tecnologias está na singularidade das pessoas, como lidar com uma educação que molda os estudantes e não respeita suas particularidades?
Cordeiro – A educação precisa mudar radicalmente se as pessoas querem seguir adiante. Nós ainda usamos métodos de ensino que estão séculos defasados, enquanto muito mudou no mundo. Agora, finalmente, a educação parece estar mudando e se tornando mais independente e personalizada. Os MOOCs (sigla, em inglês, para Curso Online Aberto e Massivo) são somente um exemplo de como as tecnologias estão radicalmente mudando a educação hoje.
Terra – Com a experiência de ter passado por mais de cem países, o que o senhor acredita ser crucialmente diferente no ensino nos cinco continentes?
Cordeiro – A educação é, em geral, muito conservadora, em quase todos os lugares. Mas, agora, a tecnologia permite o aprimoramento de todo o processo educacional. Dois países estão fazendo grandes mudanças na área da educação: Finlândia e Coreia do Sul, e ambos deveriam ser estudados e entendidos como exemplos de um novo sistema educacional.
Terra – O senhor vê a internet e os bancos de dados como formas de imortalizar o conhecimento?
Cordeiro – Sim. Assim como os livros permitiram imortalizar nosso conhecimento depois da invenção da escrita, a internet irá continuar este processo e tornar todo conhecimento da humanidade disponível para qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento. Projetos como o Google Loon (no qual serão usados balões para levar internet a áreas mais remotas) irão tentar tornar a internet livre e disponível para todos, em todos os lugares e a todo momento.
Terra – Para o senhor, a internet pode ser comparada com qual outra invenção histórica?
Cordeiro – A internet pode facilmente ser considerada a terceira mais importante tecnologia da história da humanidade, depois da língua falada e da escrita.
Terra – E a inserção da internet nas escolas é comparável a que outro momento histórico?
Cordeiro – A internet irá democratizar a educação e a aprendizagem muito mais do que a criação das primeiras escolas e a invenção dos livros.
Terra – A partir das suas ideias, uma humanidade mais evoluída seria centrada no conhecimento, a partir também da revisão de valores que temos hoje. Qual o papel dos professores neste quadro?
Cordeiro – Professores são parte integrante do processo educativo, não só como doadores de conhecimento, mas também pela troca de sabedoria. Os professores, no futuro, serão mentores e instrutores da experiência de aprendizado dos estudantes.
Terra – Se as escolas não preparam para o futuro, elas podem se tornar obsoletas?
Cordeiro – Sim. Se as escolas não adotam tecnologias para o futuro, elas serão ignoradas pelos estudantes. MOOCs são um exemplo de mudança radical, porque fazem justamente isso, contornam a educação formal.
Terra – Quais características básicas devem ter os professores que preparam os alunos para o futuro?
Cordeiro – Em espanhol, nós temos este famoso ditado: "El diablo sabe mas por viejo que por diablo" (em português, "o diabo é mais sábio por ser velho do que por ser o diabo"). O mesmo pode ser dito sobre os professores: que sabem mais por sua longa experiência com estudantes do que por algum conhecimento específico sobre um assunto em particular. Hoje, estudantes podem rapidamente aprender mais sobre qualquer assunto do que a maioria dos professores sabe, mas os professores ainda têm a vantagem da pedagogia e da experiência.
Terra – Como você enxerga a educação brasileira neste contexto de transformação?
Cordeiro – A educação no Brasil precisa adotar as tecnologias mais recentes se o País realmente quer se mover para frente. Os jovens são curiosos, eles querem aprender, e nós precisamos de uma ativadora e inspiradora educação que permita aos estudantes usar estas tecnologias inovadoras para melhorar e ampliar seus processos pessoais de aprendizado.
Terra – Mesmo fora do eixo EUA-Europa, o Brasil tem potencial para formar singularidades?
Cordeiro – Com certeza. Qualquer país, qualquer cidade, qualquer indivíduo tem potencial para se sobressair. E, nos próximos 10 anos, uma rede mundial de computadores livre irá realmente democratizar o aprendizado ao redor do planeta.
http://noticias.terra.com.br/educacao/professor-nao-detem-exclus ividade-do-saber-diz-pesquisador-da-nasa,f93e2e835f611410VgnVCM5000009ccceb0aRCR D.html
No centro de pesquisa em que o venezuelano Jose Luis Cordeiro trabalha, nos Estados Unidos, a missão é ambiciosa: "educar, inspirar e capacitar líderes para aplicar tecnologias exponenciais para enfrentar os grandes desafios da humanidade". Pudera: Cordeiro é pesquisador da Nasa, na Singularity University – mais conhecida como a Universidade do Futuro, localizada na Califórnia (EUA).
Nascido em Caracas há 51 anos, o venezuelano correu o mundo para chegar à concepção atual que tem de educação e tornar-se uma referência mundial na defesa do uso da tecnologia em favor do aprendizado. Passou pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge (EUA), onde se formou e fez mestrado em engenharia mecânica; estudou economia internacional e política comparada na Georgetown University, em Washington (EUA); e fez MBA no Institut Européen d’Administration des Affaires, em Fontainebleau (França). Já o doutorado foi realizado entre o MIT, o Institute of Developing Economies, em Tóquio (Japão), e a Universidad Simón Bolívar, em Caracas.
Se as escolas não adotam tecnologias para o futuro, elas serão ignoradas pelos estudantes Jose Luis Cordeiro pesquisador da Nasa
A experiência ao redor do mundo – foram mais de 130 países visitados, em cinco continentes – alimentou suas teorias sobre educação. Entre as ideias que defende estão o uso da internet para democratizar o ensino, a liberdade para que as potencialidades dos estudantes apareçam e uma certa obsolescência do professor, que não detém mais a exclusividade sobre o saber, e sim as ferramentas para facilitar o aprendizado. Mas ele tem uma esperança. "Finalmente, a educação parece estar mudando e se tornando mais independente e personalizada", afirma.
Em recente passagem pelo Brasil, em julho deste ano, Cordeiro pôde acompanhar qual o estágio da educação no País. Para o pesquisador, qualquer cidade tem potencial para produzir singularidades. Porém, ele alerta para a urgência de uma mudança na proposta de aprendizagem, já que, acredita, a inteligência humana corre o risco de ser ultrapassada pela artificial em breve. Ele falou sobre essas e outras ideias envolvendo educação e tecnologia nesta entrevista exclusiva para o Terra. Confira:
Terra – Por que a inteligência artificial irá ultrapassar a humana?
Jose Cordeiro – Nós, continuamente, criamos computadores mais poderosos, baratos e rápidos. De acordo com a Lei de Moore, computadores dobram de capacidade a cada 10 meses. Se essa tendência continuar, a inteligência artificial irá alcançar a inteligência humana entre 2029 e 2045.
Terra – Se isso ocorrer, qual deverá ser o estímulo dos estudantes para acumular conhecimento?
Cordeiro – As pessoas precisam decidir se elas querem se juntar ao futuro ou permanecer no passado. A comunidade Amish, nos Estados Unidos, e algumas tribos indígenas na Amazônia decidiram ficar no passado, enquanto a maior parte da humanidade continua andando para frente. No futuro, nós vamos nos misturar mais e mais com a tecnologia, não só com óculos e próteses, mas também com implantes cerebrais.
Terra – Se a diferente apropriação destas tecnologias está na singularidade das pessoas, como lidar com uma educação que molda os estudantes e não respeita suas particularidades?
Cordeiro – A educação precisa mudar radicalmente se as pessoas querem seguir adiante. Nós ainda usamos métodos de ensino que estão séculos defasados, enquanto muito mudou no mundo. Agora, finalmente, a educação parece estar mudando e se tornando mais independente e personalizada. Os MOOCs (sigla, em inglês, para Curso Online Aberto e Massivo) são somente um exemplo de como as tecnologias estão radicalmente mudando a educação hoje.
Terra – Com a experiência de ter passado por mais de cem países, o que o senhor acredita ser crucialmente diferente no ensino nos cinco continentes?
Cordeiro – A educação é, em geral, muito conservadora, em quase todos os lugares. Mas, agora, a tecnologia permite o aprimoramento de todo o processo educacional. Dois países estão fazendo grandes mudanças na área da educação: Finlândia e Coreia do Sul, e ambos deveriam ser estudados e entendidos como exemplos de um novo sistema educacional.
Terra – O senhor vê a internet e os bancos de dados como formas de imortalizar o conhecimento?
Cordeiro – Sim. Assim como os livros permitiram imortalizar nosso conhecimento depois da invenção da escrita, a internet irá continuar este processo e tornar todo conhecimento da humanidade disponível para qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer momento. Projetos como o Google Loon (no qual serão usados balões para levar internet a áreas mais remotas) irão tentar tornar a internet livre e disponível para todos, em todos os lugares e a todo momento.
Terra – Para o senhor, a internet pode ser comparada com qual outra invenção histórica?
Cordeiro – A internet pode facilmente ser considerada a terceira mais importante tecnologia da história da humanidade, depois da língua falada e da escrita.
Terra – E a inserção da internet nas escolas é comparável a que outro momento histórico?
Cordeiro – A internet irá democratizar a educação e a aprendizagem muito mais do que a criação das primeiras escolas e a invenção dos livros.
Terra – A partir das suas ideias, uma humanidade mais evoluída seria centrada no conhecimento, a partir também da revisão de valores que temos hoje. Qual o papel dos professores neste quadro?
Cordeiro – Professores são parte integrante do processo educativo, não só como doadores de conhecimento, mas também pela troca de sabedoria. Os professores, no futuro, serão mentores e instrutores da experiência de aprendizado dos estudantes.
Terra – Se as escolas não preparam para o futuro, elas podem se tornar obsoletas?
Cordeiro – Sim. Se as escolas não adotam tecnologias para o futuro, elas serão ignoradas pelos estudantes. MOOCs são um exemplo de mudança radical, porque fazem justamente isso, contornam a educação formal.
Terra – Quais características básicas devem ter os professores que preparam os alunos para o futuro?
Cordeiro – Em espanhol, nós temos este famoso ditado: "El diablo sabe mas por viejo que por diablo" (em português, "o diabo é mais sábio por ser velho do que por ser o diabo"). O mesmo pode ser dito sobre os professores: que sabem mais por sua longa experiência com estudantes do que por algum conhecimento específico sobre um assunto em particular. Hoje, estudantes podem rapidamente aprender mais sobre qualquer assunto do que a maioria dos professores sabe, mas os professores ainda têm a vantagem da pedagogia e da experiência.
Terra – Como você enxerga a educação brasileira neste contexto de transformação?
Cordeiro – A educação no Brasil precisa adotar as tecnologias mais recentes se o País realmente quer se mover para frente. Os jovens são curiosos, eles querem aprender, e nós precisamos de uma ativadora e inspiradora educação que permita aos estudantes usar estas tecnologias inovadoras para melhorar e ampliar seus processos pessoais de aprendizado.
Terra – Mesmo fora do eixo EUA-Europa, o Brasil tem potencial para formar singularidades?
Cordeiro – Com certeza. Qualquer país, qualquer cidade, qualquer indivíduo tem potencial para se sobressair. E, nos próximos 10 anos, uma rede mundial de computadores livre irá realmente democratizar o aprendizado ao redor do planeta.
http://noticias.terra.com.br/educacao/professor-nao-detem-exclus ividade-do-saber-diz-pesquisador-da-nasa,f93e2e835f611410VgnVCM5000009ccceb0aRCR D.html
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Marina e Geraldo na Coordenação do PPGE
Realizada na segunda feira, dia 09 de setembro na UNIPLAC a posse da nova coordenação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu – Mestrado em Educação (PPGE) da Universidade do Planalto Catarinense. Tomaram posse os professores Doutora Marina Patrício de Almeida, como coordenadora e Doutor Geraldo Antonio da Rosa, como coordenador adjunto.
Durante a transmissão dos cargos os coordenadores Doutora Maria de Lourdes Pinto de Almeida e Doutor Geraldo Augusto Locks falaram sobre a evolução do Programa, as atividades de produção científica e o contexto da participação do Mestrado na efetiva melhoria da Educação local e regional, por meio de sua atuação, durante a sua gestão que corresponde o período entre março de 2010 e setembro de 2013. Os coordenadores indicaram também as possibilidades e necessidades do Mestrado.
“Desejamos uma gestão exitosa à nova coordenação, profícua, para que com sabedoria dê continuidade às ações que consolidam o programa e a universidade; e dos desafios que permanecem transforme em possibilidades de avanço”, declaram os coordenadores Profa. Malu e Prof. Locks. “Ninguém faz gestão sozinho, todos os êxitos de nossa gestão foram graças a um colegiado que assumiu as responsabilidades diante das crises, dos limites e das potencialidades do PPGE”, eles concluíram.
Na oportunidade as representantes da Fundação UNIPLAC Elusa Camargo e da Reitoria Profa. Vera Rejane afirmaram a importância do Stricto Sensu na consolidação da Universidade, como ambiente de circulação, difusão e produção de conhecimentos no campo da Educação.
Empossados, a Doutora Marina Patrício de Almeida, como coordenadora, e Doutor Geraldo Antonio da Rosa, como coordenador adjunto, assumiram suas funções e, já neste dia 11 presidiram a sua primeira reunião do colegiado do PPGE.
Durante a transmissão dos cargos os coordenadores Doutora Maria de Lourdes Pinto de Almeida e Doutor Geraldo Augusto Locks falaram sobre a evolução do Programa, as atividades de produção científica e o contexto da participação do Mestrado na efetiva melhoria da Educação local e regional, por meio de sua atuação, durante a sua gestão que corresponde o período entre março de 2010 e setembro de 2013. Os coordenadores indicaram também as possibilidades e necessidades do Mestrado.
“Desejamos uma gestão exitosa à nova coordenação, profícua, para que com sabedoria dê continuidade às ações que consolidam o programa e a universidade; e dos desafios que permanecem transforme em possibilidades de avanço”, declaram os coordenadores Profa. Malu e Prof. Locks. “Ninguém faz gestão sozinho, todos os êxitos de nossa gestão foram graças a um colegiado que assumiu as responsabilidades diante das crises, dos limites e das potencialidades do PPGE”, eles concluíram.
Na oportunidade as representantes da Fundação UNIPLAC Elusa Camargo e da Reitoria Profa. Vera Rejane afirmaram a importância do Stricto Sensu na consolidação da Universidade, como ambiente de circulação, difusão e produção de conhecimentos no campo da Educação.
Empossados, a Doutora Marina Patrício de Almeida, como coordenadora, e Doutor Geraldo Antonio da Rosa, como coordenador adjunto, assumiram suas funções e, já neste dia 11 presidiram a sua primeira reunião do colegiado do PPGE.
Entrevista Especial - Dermeval Saviani
A 36a Reunião Nacional da ANPEd deste ano contará com Conferência de Abertura feita pelo professor Dermeval Saviani. Filósofo, pedagogo e professor emérito da Unicamp, Saviani é um dos principais pensadores da Educação no país, com diversos livros publicados e prêmios, dentre eles o Jabuti de 2008, na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise com a obra “História das Idéias Pedagógicas no Brasil”.
Na entrevista ao Boletim da ANPEd, Dermeval fala sobre o tema que pretende abordar na conferência, sobre a importância desse encontro e analisa com o olhar crítico e lúcido que lhe é peculiar assuntos que dominam atualmente a agenda da educação, como os royalties do petróleo, o PNE e o SNE.
Boletim Anped: O senhor fará a conferência de abertura da 36a Reunião Nacional da ANPEd. Qual a importância desse encontro no contexto atual da Educação brasileira? Qual a reflexão que pretende estimular nessa conferência?
Penso ser importante essa Reunião da ANPEd porque, ao definir como tema da Reunião o eixo central da CONAE 2014, a ANPEd está possibilitando uma ampla discussão por parte dos pesquisadores e estudiosos da educação em torno não apenas do significado, alcance e implicações da instalação do sistema nacional de educação no Brasil, mas também das vias para sua efetivação, já que o enunciado do tema liga a questão do sistema nacional aos desafios postos para as políticas educativas pela participação popular.
Assim, a reflexão que pretendo estimular na conferência de abertura se inicia com a compreensão da emergência histórica dos sistemas nacionais de ensino, passa pela retomada sucinta da explicitação do conceito de sistema educacional para abordar a relação entre sistema nacional de educação e participação popular com os desafios postos para as políticas educacionais. Dando concretude à reflexão, trago á baila as lições da experiência abordando o caso da Itália para concluir evidenciando a necessidade de uma grande mobilização dos setores populares articulados pelas várias organizações dos educadores reunidas em âmbito nacional, regional e local. Para isso parece desejável retomar os Fóruns em Defesa da Escola Pública nos níveis nacional, estadual e municipal. Nessa ampla mobilização será preciso ir imprimindo cada vez maior clareza sobre o objeto de nossa luta, isto é, sobre o significado daquilo que queremos instituir.
Precisamos avançar, assim, na compreensão das características que definem o sistema nacional de educação. Minha expectativa é que no decorrer dessa 36ª Reunião Nacional da ANPEd os vários GTs, assim como os expositores nos diversos simpósios e mesas redondas, contribuam significativamente para a compreensão da base de sustentação, da forma e do conteúdo do sistema nacional de educação.
A Educação volta a estar em destaque novamente no cenário nacional, tanto na mídia quanto em debates na sociedade, a partir da discussão dos royalties do petróleo, greves e mobilizações. O que emerge dessas discussões? Os problemas centrais da Educação têm aparecido nesses debates?
De fato, a educação está em evidência. Na verdade, o discurso enaltecedor da educação tem sido recorrente desde, pelo menos, o século XIX. Tavares Bastos, em 1870, considerou que "não há sistema de instrução eficaz sem o dispêndio de muito dinheiro". Por isso propôs que cada cidadão contribuísse com a educação dos seus concidadãos definida como “o primeiro dos interesses sociais em que todos somos solidários". E Almeida Oliveira, na sessão de 18 de setembro de 1882 do Parlamento, afirmou que "na instrução pública está o segredo da multiplicação dos pães, e o ensino restitui cento por cento o que com ele se gasta". O “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”, de 1932, por sua vez, começava com esta frase solene: “Dentre os magnos problemas nacionais nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional”. De modo geral, podemos considerar que, especialmente no campo político, a educação tende a ser proclamada como a primeira prioridade nos discursos, mas ocupa as últimas colocações na composição do orçamento como, aliás, já havia ironizado Agassiz, em 1865, ao dizer: "nenhum país tem mais oradores nem melhores programas; a prática, entretanto, é o que falta completamente".
De qualquer modo, atualmente a valorização da educação se liga a uma conjuntura específica decorrente da Revolução Microeletrônica que popularizou a expressão “Sociedade do Conhecimento”, em verdade uma denominação imprópria que deveria ser substituída por “Sociedade da Informação”. Mas o destaque que a educação vem tendo na opinião pública está marcado por dois tipos de viés. O primeiro, poderíamos chamar de “viés mercadológico”; e o segundo, de “viés espontaneísta”. O primeiro prevalece na mídia e nas intervenções dos empresários no campo da educação com movimentos e expressões do tipo “todos pela Educação”, “universidades corporativas”, “qualidade total”, “capital humano”, “formação de recursos humanos”, ensino profissionalizante”, “administração de negócios”, “ensino por competências” e equivalentes. O segundo prevalece nos círculos pedagógicos por meio de movimentos e expressões como “educação para todos”, “educação inclusiva”, “respeito à diversidade”, “pedagogia das competências”, “teoria do professor reflexivo”, “aprender a aprender”, “liberdade e autonomia da escola e dos educandos”, “respeito aos diferentes ritmos de aprendizagem” etc. Em ambos os casos os problemas centrais da educação são elididos. E o Estado tende a embarcar nesses vieses propondo políticas educacionais marcadas por razoável grau de espontaneísmo e improvisação, ao mesmo tempo em que encampa as chamadas demandas de mercado. Nesse diapasão a educação brasileira vai seguindo um curso caracterizado por ações descontínuas e fragmentárias agravando o quadro de precariedade. Sim. É a precariedade o traço distintivo da educação em toda a história do Brasil.
Como foi enunciado na pergunta, a coqueluche do momento são os royalties do petróleo, em especial do pré-sal, para a educação. Mas há, aqui, um grande equívoco e um risco. O equívoco consiste no fato de se tratar de recursos que: a) não sabemos quando estarão disponíveis; b) também não sabemos qual será seu montante; c) trata-se de recursos que provirão de uma fonte não renovável. O risco vem se manifestando no fato de que, antes mesmo que esses recursos apareçam, já está sendo proposta para eles uma destinação que os desvia da manutenção da educação propriamente dita. Um exemplo gritante desse desvio é a proposta do Presidente do Senado, Senador Renan Calheiros, de utilizar os recursos do pré-sal destinados à educação para conceder passe livre nos meios de transporte a todos os estudantes do país.
O debate em torno do Sistema Nacional de Educação tem amadurecido desde a Conae 2010? É possível apontar avanços concretos? Qual a expectativa para a Conae 2014 nesse sentido?
O debate em torno do Sistema Nacional de Educação avançou razoavelmente desde a Conferência Nacional de Educação Básica, em 2008, até a I CONAE, em 2010. No entanto, de lá para cá parece que não houve avanço significativo, ou seja, estamos, ainda, no nível atingido pela CONAE 2010. Mas essa impressão deverá ser aferida na própria CONAE 2014 que poderá, ou não, avançar para além do patamar atingido em 2010. De 2008 para cá houve algum avanço na legislação, mas ainda de forma imprecisa e oscilante. Assim, a Emenda Constitucional deu a seguinte redação para o Art. 214: “A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração...”. Esse dispositivo inseriu na Constituição Federal o conceito de Sistema Nacional de Educação. Com isso, ficam definitivamente afastadas as recorrentes objeções que alegavam inconstitucionalidade à proposta de instituição do sistema nacional de educação. Além disso, esse mesmo dispositivo impõe ao Congresso Nacional a aprovação de uma lei criando o sistema nacional de educação. E o projeto de Plano Nacional de Educação, ora em tramitação no Senado, reitera essa exigência definindo o prazo de dois anos da entrada em vigor do novo PNE para dar cumprimento a essa exigência constitucional. Portanto, o risco hoje não é que o sistema não venha a ser aprovado, mas que seja aprovado sem que isso signifique uma mudança efetiva nas condições que hoje vigoram na educação brasileira.
Com efeito, a própria nova redação dada ao Art. 214 pela Emenda 59 contém uma impropriedade ao atribuir ao Plano Nacional de Educação o objetivo de articular o sistema nacional de educação. Isso porque o sistema precede o plano, pois tem caráter permanente enquanto o plano tem duração transitória fixada, no caso, em 10 anos. Assim, se o plano vai se propor a articular o sistema nacional de educação, isto supõe que já estaria existindo um sistema desarticulado que caberia, então, articular. E isto traz um agravante adicional, pois a articulação é inerente ao sistema. Logo, se o que existe carece de articulação, então não se trata de sistema. O projeto de lei que institui o plano nacional de educação atende àquele mandato constitucional, mas não o cumpre, uma vez que não fixa o objetivo de articulação do sistema nacional de educação em regime de colaboração. Em vez disso, de certo modo restabelece a prioridade do sistema sobre o plano ao devolver o problema ao governo federal e, daí, ao próprio Congresso estabelecendo no Art. 13: “O poder público deverá instituir, em Lei específica, contados dois anos da publicação desta Lei, o Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de Educação”. Assim, caberá a uma nova lei a instituição do sistema nacional de educação. E, ao contrário do que está na Emenda 59, será o sistema instituído pela nova lei que terá a incumbência de articular os sistemas de ensino para efetivação do PNE.
Vê-se, pois, que não se pode mais alegar qualquer impedimento jurídico para a criação do sistema nacional de educação. Agora, no plano legal, as dificuldades que poderão emergir são de duas ordens. A primeira diz respeito a que, em função de disputas em torno do tipo e da forma que deve assumir o sistema a ser instituído, os debates possam se estender indefinidamente inviabilizando sua efetivação; a segunda consiste no seguinte: aprova-se com facilidade a lei que cria o sistema, mas de forma genérica, o que o converte apenas num novo nome para aquilo que já está posto sem nenhum influxo transformador nos rumos da educação
Na entrevista ao Boletim da ANPEd, Dermeval fala sobre o tema que pretende abordar na conferência, sobre a importância desse encontro e analisa com o olhar crítico e lúcido que lhe é peculiar assuntos que dominam atualmente a agenda da educação, como os royalties do petróleo, o PNE e o SNE.
Boletim Anped: O senhor fará a conferência de abertura da 36a Reunião Nacional da ANPEd. Qual a importância desse encontro no contexto atual da Educação brasileira? Qual a reflexão que pretende estimular nessa conferência?
Penso ser importante essa Reunião da ANPEd porque, ao definir como tema da Reunião o eixo central da CONAE 2014, a ANPEd está possibilitando uma ampla discussão por parte dos pesquisadores e estudiosos da educação em torno não apenas do significado, alcance e implicações da instalação do sistema nacional de educação no Brasil, mas também das vias para sua efetivação, já que o enunciado do tema liga a questão do sistema nacional aos desafios postos para as políticas educativas pela participação popular.
Assim, a reflexão que pretendo estimular na conferência de abertura se inicia com a compreensão da emergência histórica dos sistemas nacionais de ensino, passa pela retomada sucinta da explicitação do conceito de sistema educacional para abordar a relação entre sistema nacional de educação e participação popular com os desafios postos para as políticas educacionais. Dando concretude à reflexão, trago á baila as lições da experiência abordando o caso da Itália para concluir evidenciando a necessidade de uma grande mobilização dos setores populares articulados pelas várias organizações dos educadores reunidas em âmbito nacional, regional e local. Para isso parece desejável retomar os Fóruns em Defesa da Escola Pública nos níveis nacional, estadual e municipal. Nessa ampla mobilização será preciso ir imprimindo cada vez maior clareza sobre o objeto de nossa luta, isto é, sobre o significado daquilo que queremos instituir.
Precisamos avançar, assim, na compreensão das características que definem o sistema nacional de educação. Minha expectativa é que no decorrer dessa 36ª Reunião Nacional da ANPEd os vários GTs, assim como os expositores nos diversos simpósios e mesas redondas, contribuam significativamente para a compreensão da base de sustentação, da forma e do conteúdo do sistema nacional de educação.
A Educação volta a estar em destaque novamente no cenário nacional, tanto na mídia quanto em debates na sociedade, a partir da discussão dos royalties do petróleo, greves e mobilizações. O que emerge dessas discussões? Os problemas centrais da Educação têm aparecido nesses debates?
De fato, a educação está em evidência. Na verdade, o discurso enaltecedor da educação tem sido recorrente desde, pelo menos, o século XIX. Tavares Bastos, em 1870, considerou que "não há sistema de instrução eficaz sem o dispêndio de muito dinheiro". Por isso propôs que cada cidadão contribuísse com a educação dos seus concidadãos definida como “o primeiro dos interesses sociais em que todos somos solidários". E Almeida Oliveira, na sessão de 18 de setembro de 1882 do Parlamento, afirmou que "na instrução pública está o segredo da multiplicação dos pães, e o ensino restitui cento por cento o que com ele se gasta". O “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”, de 1932, por sua vez, começava com esta frase solene: “Dentre os magnos problemas nacionais nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional”. De modo geral, podemos considerar que, especialmente no campo político, a educação tende a ser proclamada como a primeira prioridade nos discursos, mas ocupa as últimas colocações na composição do orçamento como, aliás, já havia ironizado Agassiz, em 1865, ao dizer: "nenhum país tem mais oradores nem melhores programas; a prática, entretanto, é o que falta completamente".
De qualquer modo, atualmente a valorização da educação se liga a uma conjuntura específica decorrente da Revolução Microeletrônica que popularizou a expressão “Sociedade do Conhecimento”, em verdade uma denominação imprópria que deveria ser substituída por “Sociedade da Informação”. Mas o destaque que a educação vem tendo na opinião pública está marcado por dois tipos de viés. O primeiro, poderíamos chamar de “viés mercadológico”; e o segundo, de “viés espontaneísta”. O primeiro prevalece na mídia e nas intervenções dos empresários no campo da educação com movimentos e expressões do tipo “todos pela Educação”, “universidades corporativas”, “qualidade total”, “capital humano”, “formação de recursos humanos”, ensino profissionalizante”, “administração de negócios”, “ensino por competências” e equivalentes. O segundo prevalece nos círculos pedagógicos por meio de movimentos e expressões como “educação para todos”, “educação inclusiva”, “respeito à diversidade”, “pedagogia das competências”, “teoria do professor reflexivo”, “aprender a aprender”, “liberdade e autonomia da escola e dos educandos”, “respeito aos diferentes ritmos de aprendizagem” etc. Em ambos os casos os problemas centrais da educação são elididos. E o Estado tende a embarcar nesses vieses propondo políticas educacionais marcadas por razoável grau de espontaneísmo e improvisação, ao mesmo tempo em que encampa as chamadas demandas de mercado. Nesse diapasão a educação brasileira vai seguindo um curso caracterizado por ações descontínuas e fragmentárias agravando o quadro de precariedade. Sim. É a precariedade o traço distintivo da educação em toda a história do Brasil.
Como foi enunciado na pergunta, a coqueluche do momento são os royalties do petróleo, em especial do pré-sal, para a educação. Mas há, aqui, um grande equívoco e um risco. O equívoco consiste no fato de se tratar de recursos que: a) não sabemos quando estarão disponíveis; b) também não sabemos qual será seu montante; c) trata-se de recursos que provirão de uma fonte não renovável. O risco vem se manifestando no fato de que, antes mesmo que esses recursos apareçam, já está sendo proposta para eles uma destinação que os desvia da manutenção da educação propriamente dita. Um exemplo gritante desse desvio é a proposta do Presidente do Senado, Senador Renan Calheiros, de utilizar os recursos do pré-sal destinados à educação para conceder passe livre nos meios de transporte a todos os estudantes do país.
O debate em torno do Sistema Nacional de Educação tem amadurecido desde a Conae 2010? É possível apontar avanços concretos? Qual a expectativa para a Conae 2014 nesse sentido?
O debate em torno do Sistema Nacional de Educação avançou razoavelmente desde a Conferência Nacional de Educação Básica, em 2008, até a I CONAE, em 2010. No entanto, de lá para cá parece que não houve avanço significativo, ou seja, estamos, ainda, no nível atingido pela CONAE 2010. Mas essa impressão deverá ser aferida na própria CONAE 2014 que poderá, ou não, avançar para além do patamar atingido em 2010. De 2008 para cá houve algum avanço na legislação, mas ainda de forma imprecisa e oscilante. Assim, a Emenda Constitucional deu a seguinte redação para o Art. 214: “A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração...”. Esse dispositivo inseriu na Constituição Federal o conceito de Sistema Nacional de Educação. Com isso, ficam definitivamente afastadas as recorrentes objeções que alegavam inconstitucionalidade à proposta de instituição do sistema nacional de educação. Além disso, esse mesmo dispositivo impõe ao Congresso Nacional a aprovação de uma lei criando o sistema nacional de educação. E o projeto de Plano Nacional de Educação, ora em tramitação no Senado, reitera essa exigência definindo o prazo de dois anos da entrada em vigor do novo PNE para dar cumprimento a essa exigência constitucional. Portanto, o risco hoje não é que o sistema não venha a ser aprovado, mas que seja aprovado sem que isso signifique uma mudança efetiva nas condições que hoje vigoram na educação brasileira.
Com efeito, a própria nova redação dada ao Art. 214 pela Emenda 59 contém uma impropriedade ao atribuir ao Plano Nacional de Educação o objetivo de articular o sistema nacional de educação. Isso porque o sistema precede o plano, pois tem caráter permanente enquanto o plano tem duração transitória fixada, no caso, em 10 anos. Assim, se o plano vai se propor a articular o sistema nacional de educação, isto supõe que já estaria existindo um sistema desarticulado que caberia, então, articular. E isto traz um agravante adicional, pois a articulação é inerente ao sistema. Logo, se o que existe carece de articulação, então não se trata de sistema. O projeto de lei que institui o plano nacional de educação atende àquele mandato constitucional, mas não o cumpre, uma vez que não fixa o objetivo de articulação do sistema nacional de educação em regime de colaboração. Em vez disso, de certo modo restabelece a prioridade do sistema sobre o plano ao devolver o problema ao governo federal e, daí, ao próprio Congresso estabelecendo no Art. 13: “O poder público deverá instituir, em Lei específica, contados dois anos da publicação desta Lei, o Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de Educação”. Assim, caberá a uma nova lei a instituição do sistema nacional de educação. E, ao contrário do que está na Emenda 59, será o sistema instituído pela nova lei que terá a incumbência de articular os sistemas de ensino para efetivação do PNE.
Vê-se, pois, que não se pode mais alegar qualquer impedimento jurídico para a criação do sistema nacional de educação. Agora, no plano legal, as dificuldades que poderão emergir são de duas ordens. A primeira diz respeito a que, em função de disputas em torno do tipo e da forma que deve assumir o sistema a ser instituído, os debates possam se estender indefinidamente inviabilizando sua efetivação; a segunda consiste no seguinte: aprova-se com facilidade a lei que cria o sistema, mas de forma genérica, o que o converte apenas num novo nome para aquilo que já está posto sem nenhum influxo transformador nos rumos da educação
II Simpósio Internacional de Ciência, Saúde e Território e o II Seminário Regional de Saúde Ambiental
A UNIPLAC está apresentando o II Simpósio Internacional de Ciência, Saúde e Território e o II Seminário Regional de Saúde Ambiental, a realizar-se entre 6 e 8 de novembro de 2013, em Lages, na Serra Catarinense. O evento é organizado pelo corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Saúde da Universidade do Planalto Catarinense em parceria com o Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina e Empresa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, com apoio financeiro da CAPES.
O tema central do evento “Tecnologias Sociais, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental”, visa integrar, de forma interdisciplinar, a produção de conhecimentos tecnológicos regionais com os globais, e possibilitar sua divulgação e implementação para a melhoria da condição socioambiental.
Todos os profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação, bem como todos os cidadãos interessados, estão convidados a participar do nosso simpósio!
As inscrições já estão abertas!
Para maiores informações: http://www.simposiosaudeterritorio.com.br
O tema central do evento “Tecnologias Sociais, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental”, visa integrar, de forma interdisciplinar, a produção de conhecimentos tecnológicos regionais com os globais, e possibilitar sua divulgação e implementação para a melhoria da condição socioambiental.
Todos os profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação, bem como todos os cidadãos interessados, estão convidados a participar do nosso simpósio!
As inscrições já estão abertas!
Para maiores informações: http://www.simposiosaudeterritorio.com.br
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
MP que exige doutorado para professores corrige erro do governo
Aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, a Medida Provisória (MP) 614/13, que exige o título de doutorado para professores de universidades federais ingressarem na carreira, deve trazer mais qualificação ao ensino, acreditam especialistas. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já apontavam, em 2011, uma tendência de melhora na titulação dos professores. Naquele ano, 29,9% dos docentes eram doutores (mais de 107 mil professores), enquanto 38,4% tinham mestrado e 31,7% até especialização - a categoria que mais perdeu professores desde 2009. A MP segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff. A medida está corrigindo um erro que o governo cometera anteriormente, afirma o professor do departamento de educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), José Carlos Rothen.
A Lei nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012, previa que o profissional poderia entrar com um nível de graduação. Porém a maior parte das universidades continuou contratando apenas professores titulados. Ainda assim, os concursos eram abertos a todos, e o fato de muita gente estar habilitada inviabilizava o processo seletivo, afirma Rothen. O próprio MEC reconheceu posteriormente o erro, que desestimulava a pós-graduação.
Para o professor da faculdade de educação da Universidade de Brasília (UnB) Bernardo Kipnis, a MP é positiva por privilegiar o doutorado. “É necessário estimular a progressão, que quem tenha mestrado busque o doutorado. Isso estimula o professor a buscar um nível mais elevado”, afirma.
Secretário de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo concorda que a medida é importante por corrigir falha na lei. No entanto, ressalta que é importante conscientizar o professor de que, mesmo fazendo doutorado, dará aula para turmas de graduação. “Muitos professores chegam do doutorado com um conhecimento elevado e não querem ficar com turmas de graduação”, afirma. Por isso, Araújo defende a necessidade de políticas integradas que atuem desde o ensino básico. Para ele, a educação fraca com que os alunos chegam à instituição de ensino superior não acompanha a qualificação da formação dos professores.
A exigência do título é extremamente positiva para o ensino superior, afirma Rothen: “A universidade trabalha com conhecimento de ponta, com ensino e pesquisa de alto nível. É necessário haver profissionais qualificados”.
Norte e Nordeste
A MP 614/13 abre a possibilidade de se exigir apenas mestrado para cursos ou regiões onde há poucos doutores. Estas áreas podem pedir liberação para preencher a vaga com mestres, especialistas ou graduados, desde que com aprovação do conselho superior da instituição. Rothen afirma que as regiões Norte e Nordeste devem contar com menos doutores. Por outro lado, o Sul e o Sudeste possuem um bom número de professores com doutorado, inclusive sendo comum desempregados com essa titulação. Enquanto 66,1% dos professores do Sul e 70,5% dos do Sudeste têm doutorado, apenas 40,2% dos docentes do Norte e 51,94% dos nordestinos possuem o título
A Lei nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012, previa que o profissional poderia entrar com um nível de graduação. Porém a maior parte das universidades continuou contratando apenas professores titulados. Ainda assim, os concursos eram abertos a todos, e o fato de muita gente estar habilitada inviabilizava o processo seletivo, afirma Rothen. O próprio MEC reconheceu posteriormente o erro, que desestimulava a pós-graduação.
Para o professor da faculdade de educação da Universidade de Brasília (UnB) Bernardo Kipnis, a MP é positiva por privilegiar o doutorado. “É necessário estimular a progressão, que quem tenha mestrado busque o doutorado. Isso estimula o professor a buscar um nível mais elevado”, afirma.
Secretário de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo concorda que a medida é importante por corrigir falha na lei. No entanto, ressalta que é importante conscientizar o professor de que, mesmo fazendo doutorado, dará aula para turmas de graduação. “Muitos professores chegam do doutorado com um conhecimento elevado e não querem ficar com turmas de graduação”, afirma. Por isso, Araújo defende a necessidade de políticas integradas que atuem desde o ensino básico. Para ele, a educação fraca com que os alunos chegam à instituição de ensino superior não acompanha a qualificação da formação dos professores.
A exigência do título é extremamente positiva para o ensino superior, afirma Rothen: “A universidade trabalha com conhecimento de ponta, com ensino e pesquisa de alto nível. É necessário haver profissionais qualificados”.
Norte e Nordeste
A MP 614/13 abre a possibilidade de se exigir apenas mestrado para cursos ou regiões onde há poucos doutores. Estas áreas podem pedir liberação para preencher a vaga com mestres, especialistas ou graduados, desde que com aprovação do conselho superior da instituição. Rothen afirma que as regiões Norte e Nordeste devem contar com menos doutores. Por outro lado, o Sul e o Sudeste possuem um bom número de professores com doutorado, inclusive sendo comum desempregados com essa titulação. Enquanto 66,1% dos professores do Sul e 70,5% dos do Sudeste têm doutorado, apenas 40,2% dos docentes do Norte e 51,94% dos nordestinos possuem o título
BOLSAS DA CAPES PARA ESTÁGIOS NO CANADÁ
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou na última sexta-feira (6) o edital nº 65/2013, referente ao Programa de Estágio Supervisionado na Modalidade de Graduação Sanduíche no Canadá. O foco é estágio de pesquisa ou inovação tecnológica em indústrias.
O programa é uma parceria entre a Capes e a organização canadense Mathematics of Information Technology and Complex Systems (Mitacs) e será feita na modalidade de graduação sanduíche, ou seja, garante uma parte dos estudos no outro país, porém o universitário precisa retornar ao Brasil para se formar.
Quem pode participar
Para se candidatar, o estudante deve ser brasileiro, não ter participado de bolsa de graduação no exterior financiada pela Capes e estar regularmente matriculado em curso de nível superior nas áreas e temas indicados no edital, dentre eles, Engenharia, Computação e Biologia. Outro requisito é que o estudante já tenha concluído no mínimo 40% e, no máximo, 90% do currículo previsto para seu curso.
Ciência sem Fronteiras
O candidato tem até o dia 15 de outubro para se inscrever no portal da Mitacs, por meio do Formulário de Inscrições. Após resultado, publicado também no site da organização, os pré-selecionados terão do dia 1º até o dia 16 de dezembro para se inscrever no portal da Capes.
O resultado final está previsto para o dia 14 de janeiro de 2014, que será publicado no Diário Oficial da União e no portal da Coordenação.
Benefícios
A permanência dos alunos selecionados será custeada pela Capes e pelo Mitacs pelo período de até três meses, que serão dedicados ao estágio de pesquisa ou inovação tecnológica em indústria em tempo integral nas instituições eleitas.
Dentre os benefícios estão a bolsa mensal de R$ 800 (oitocentos dólares canadenses), o pagamento de taxas escolares, o auxílio instalação, o auxílio seguro-saúde e o auxílio deslocamento, que é a aquisição das passagens de ida e volta.
Outras informações ou qualquer dúvida podem ser enviadas para o email mitacs@capes.gov.br.
O programa é uma parceria entre a Capes e a organização canadense Mathematics of Information Technology and Complex Systems (Mitacs) e será feita na modalidade de graduação sanduíche, ou seja, garante uma parte dos estudos no outro país, porém o universitário precisa retornar ao Brasil para se formar.
Quem pode participar
Para se candidatar, o estudante deve ser brasileiro, não ter participado de bolsa de graduação no exterior financiada pela Capes e estar regularmente matriculado em curso de nível superior nas áreas e temas indicados no edital, dentre eles, Engenharia, Computação e Biologia. Outro requisito é que o estudante já tenha concluído no mínimo 40% e, no máximo, 90% do currículo previsto para seu curso.
Ciência sem Fronteiras
O candidato tem até o dia 15 de outubro para se inscrever no portal da Mitacs, por meio do Formulário de Inscrições. Após resultado, publicado também no site da organização, os pré-selecionados terão do dia 1º até o dia 16 de dezembro para se inscrever no portal da Capes.
O resultado final está previsto para o dia 14 de janeiro de 2014, que será publicado no Diário Oficial da União e no portal da Coordenação.
Benefícios
A permanência dos alunos selecionados será custeada pela Capes e pelo Mitacs pelo período de até três meses, que serão dedicados ao estágio de pesquisa ou inovação tecnológica em indústria em tempo integral nas instituições eleitas.
Dentre os benefícios estão a bolsa mensal de R$ 800 (oitocentos dólares canadenses), o pagamento de taxas escolares, o auxílio instalação, o auxílio seguro-saúde e o auxílio deslocamento, que é a aquisição das passagens de ida e volta.
Outras informações ou qualquer dúvida podem ser enviadas para o email mitacs@capes.gov.br.
Curso de Jornalismo da UNIPLAC inicia plataforma interativa de notícias
Com o objetivo de divulgar os trabalhos de seus acadêmicos e informar a comunidade interna e externa, o curso de Jornalismo da UNIPLAC, coordenado pelo professor Ivan Cláudio Siqueira de Moraes criou a plataforma LABJOR Uniplac.
Já com conteúdo dos acadêmicos do curso e colaboradores, o portal, ainda em desenvolvimento apresenta matérias completas, elaboradas com o intuito de apresentar notícias da Universidade, e futuramente da comunidade, incentivando o contato com a notícia, sua criação, e capacitação dos alunos.
Constituída por editorias, a ideia é que se intensifique, aos poucos, a quantidade de notícias produzidas, a fim de concretizar a plataforma como um portal de informação de qualidade, prezando sempre pela imparcialidade e informação.
Além de notícias convencionais, futuramente a plataforma deve passar a produzir conteúdo através de vídeo (TV) e áudio (Rádio), este já tendo conteúdo disponível em site. O projeto da plataforma foi idealizado pelo coordenador do curso, Ivan Cláudio, ao sentir a necessidade de uma forma de divulgação dos projetos produzidos pelos seus acadêmicos.
Tendo sua primeira turma iniciada no ano de 2012, o curso de Jornalismo da UNIPLAC objetiva desenvolver a prática profissional e empreendedora do jornalista, comprometido com a liberdade de expressão, o direito à informação e o interesse público, pretendendo formar profissionais éticos, críticos e capacitados a participarem de projetos voltados para a formação de uma opinião pública consciente com ampla percepção da realidade local e regional, além de contribuir com o desenvolvimento da democracia e da cidadania.
O curso de Jornalismo tem o seu processo seletivo aberto este mês, a partir do dia 17 de setembro, por meio do Vestibular de Verão ACAFE, que terá sua prova realizada no dia 24 de novembro, para abertura de nova turma no início de 2014.
O portal pode ser acessado através do link: (http://www.jornaluniplac.net/).
Já com conteúdo dos acadêmicos do curso e colaboradores, o portal, ainda em desenvolvimento apresenta matérias completas, elaboradas com o intuito de apresentar notícias da Universidade, e futuramente da comunidade, incentivando o contato com a notícia, sua criação, e capacitação dos alunos.
Constituída por editorias, a ideia é que se intensifique, aos poucos, a quantidade de notícias produzidas, a fim de concretizar a plataforma como um portal de informação de qualidade, prezando sempre pela imparcialidade e informação.
Além de notícias convencionais, futuramente a plataforma deve passar a produzir conteúdo através de vídeo (TV) e áudio (Rádio), este já tendo conteúdo disponível em site. O projeto da plataforma foi idealizado pelo coordenador do curso, Ivan Cláudio, ao sentir a necessidade de uma forma de divulgação dos projetos produzidos pelos seus acadêmicos.
Tendo sua primeira turma iniciada no ano de 2012, o curso de Jornalismo da UNIPLAC objetiva desenvolver a prática profissional e empreendedora do jornalista, comprometido com a liberdade de expressão, o direito à informação e o interesse público, pretendendo formar profissionais éticos, críticos e capacitados a participarem de projetos voltados para a formação de uma opinião pública consciente com ampla percepção da realidade local e regional, além de contribuir com o desenvolvimento da democracia e da cidadania.
O curso de Jornalismo tem o seu processo seletivo aberto este mês, a partir do dia 17 de setembro, por meio do Vestibular de Verão ACAFE, que terá sua prova realizada no dia 24 de novembro, para abertura de nova turma no início de 2014.
O portal pode ser acessado através do link: (http://www.jornaluniplac.net/).
domingo, 8 de setembro de 2013
"Cafelosofando" está em curso
Curso "Cafelosofando I ´Sobre Marx" ... no auditório do CCJ da UNIPLAC, a primeira fase já realizada, nos dias 5 e 6 de setembro.
sábado, 7 de setembro de 2013
Curso de Extensão gratuito
O Curso de Extensão intitulado “Introdução ao Pensamento Complexo na Educação, Saúde e Ambiente”, sob a responsabilidade das professoras Doutora Marina Patrício de Arruda, Doutora Carmen Lúcia Fornari Diez e Doutora Lucia Ceccato de Lima, abre suas inscrições gratuitas para mestrandos do PPGE e PPGAS, alunos, professores universitários de diferentes cursos e a comunidade externa.
A “religião dos saberes”, de acordo com Egar Morin poderá “promover a convergência das ciências naturais, das ciências humanas, da cultura da humanidade e da Filosofia para a condição humana”. Nessa perspectiva, os Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e Ambiente e Saúde (PPGAS), por meio do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação, Saúde e Qualidade de Vida (GEPESvida), propõem o Curso, que envolverá debates e palestras, dentre outras atividades.
Visando permitir reflexões sobre o pensamento complexo, suas bases teóricas e possíveis contribuições à Educação, Saúde e Ambiente, tendo em vista os atuais desafios da interdisciplinaridade, a Extensão tem como objetivo compreender a complexidade como pensamento emergente na pesquisa e prática profissional.
O Curso ocorre nos dias 09, 16, 18 e 23 de setembro, das 8h às 12h, na sala 3309 da UNIPLAC. As inscrições devem ser feitas através do hotsite: (http://www.uniplac.net/pensamentocomplexo/)
Mais informações: (49) 3251.1144
e-mail: mestradoeduca@gmail.com
A “religião dos saberes”, de acordo com Egar Morin poderá “promover a convergência das ciências naturais, das ciências humanas, da cultura da humanidade e da Filosofia para a condição humana”. Nessa perspectiva, os Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e Ambiente e Saúde (PPGAS), por meio do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação, Saúde e Qualidade de Vida (GEPESvida), propõem o Curso, que envolverá debates e palestras, dentre outras atividades.
Visando permitir reflexões sobre o pensamento complexo, suas bases teóricas e possíveis contribuições à Educação, Saúde e Ambiente, tendo em vista os atuais desafios da interdisciplinaridade, a Extensão tem como objetivo compreender a complexidade como pensamento emergente na pesquisa e prática profissional.
O Curso ocorre nos dias 09, 16, 18 e 23 de setembro, das 8h às 12h, na sala 3309 da UNIPLAC. As inscrições devem ser feitas através do hotsite: (http://www.uniplac.net/pensamentocomplexo/)
Mais informações: (49) 3251.1144
e-mail: mestradoeduca@gmail.com
Convite
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação na
modalidade Mestrado em Educação, Doutora Professora Maria de Lourdes Pinto de
Almeida e o Professor Doutor Geraldo
Augusto Locks coordenador adjunto, tem a honra de convidar Vossa Senhoria para
posse da nova coordenação eleita do
curso, Doutora professora Marina Patrício de Almeida, coordenadora e Professor
Doutora Geraldo Antonio da Rosa, Coordenador adjunto a realizar-se:
Dia : 09 de setembro
de 2013
Horário: 17:30h
Local: SALA 2218
Avenida Castelo Branco, 170 – Bairro: Universitário – Lages/SC
Coordenadora PPGE
PPGE sob nova Coordenação
O dia 9 de setembro marcará a posse da nova coordenação do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade do Planalto Catarinense, quando serão empossados nos cargos de Coordenadora e de Coordenador Adjunto, respectivamente, a Professora Doutora Marina Patrício de Arruda, e o Professor Doutor Geraldo Antonio da Rosa.
A eleição da nova coordenação aconteceu pelo Colegiado no final de agosto, com os eleitos confirmados e nomeados pelo MM. Reitor Prof. Elson Rogério Bastos Pereira, pela Portaria n. 094, de 6 de setembro de 2013.
A solenidade de posse acontecerá às 17h30min. desta segunda-feira, na Sala 2218 do prédio do CCJ, onde funciona o Mestrado Acadêmico em Educação.
A Profa. Marina
Graduada em Ciências Sociais, Mestre e Doutora em Serviço Social (PUCRS/2003), pós-doutorado em Educação(PUCRS/2012). Docente e Pesquisadora dos Programas Stricto Sensu da Universidade do Planalto Catarinense UNIPLAC - PPGE e PPGAS. Discute os processos formativos em Educação e Saúde a partir dos temas; cidadania, educação permanente, transição paradigmática em educação e saúde, pedagogia universitária, formação profissional, mediação de emoções, com várias publicações na área. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Saúde e Qualidade de Vida GEPESVIDA (UNIPLAC), integra o Grupo de Pesquisa em Ambiente e Saúde(UNIPLAC) e Grupo Educação para inteireza: um (re)descobrir-se ( PUCRS).
O Prof. Geraldo
Possui Graduação em Estudos Sociais - Fundação Educacional de Brusque (1982), Mestrado em Educação pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (2000) e Doutorado em Teologia pela Escola Superior de Teologia (2007. Foi Diretor e Vice-diretor Acadêmico da Universidade do Contestado-Campus de Curitibanos-SC. Participou do Conselho Municipal de Educação de Curitibanos. Atualmente é professor da Fundação Universidade do Contestado, Coordenador dos Cursos de Licenciatura em Ciências da Religião da Plataforma Freire; professor do Programa de Mestrado em Educação da Universidade do Planalto Catarinense-Uniplac. Líder do Gupo de Estudos e Pesquisa em Educação Básica GEPEB, coordena a Linha de Pesquisa 1 do Programa de Mestrado em Educação da UNIPLAC: Políticas e Processos Formativos em Educação, e Membro da Câmara de Pós Graduação da Universidade do Planalto Catarinense - UNIPLAC e, Membro do Conselho Universitário da UNIPLAC (2011-2012).
A eleição da nova coordenação aconteceu pelo Colegiado no final de agosto, com os eleitos confirmados e nomeados pelo MM. Reitor Prof. Elson Rogério Bastos Pereira, pela Portaria n. 094, de 6 de setembro de 2013.
A solenidade de posse acontecerá às 17h30min. desta segunda-feira, na Sala 2218 do prédio do CCJ, onde funciona o Mestrado Acadêmico em Educação.
A Profa. Marina
Graduada em Ciências Sociais, Mestre e Doutora em Serviço Social (PUCRS/2003), pós-doutorado em Educação(PUCRS/2012). Docente e Pesquisadora dos Programas Stricto Sensu da Universidade do Planalto Catarinense UNIPLAC - PPGE e PPGAS. Discute os processos formativos em Educação e Saúde a partir dos temas; cidadania, educação permanente, transição paradigmática em educação e saúde, pedagogia universitária, formação profissional, mediação de emoções, com várias publicações na área. Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Saúde e Qualidade de Vida GEPESVIDA (UNIPLAC), integra o Grupo de Pesquisa em Ambiente e Saúde(UNIPLAC) e Grupo Educação para inteireza: um (re)descobrir-se ( PUCRS).
O Prof. Geraldo
Possui Graduação em Estudos Sociais - Fundação Educacional de Brusque (1982), Mestrado em Educação pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (2000) e Doutorado em Teologia pela Escola Superior de Teologia (2007. Foi Diretor e Vice-diretor Acadêmico da Universidade do Contestado-Campus de Curitibanos-SC. Participou do Conselho Municipal de Educação de Curitibanos. Atualmente é professor da Fundação Universidade do Contestado, Coordenador dos Cursos de Licenciatura em Ciências da Religião da Plataforma Freire; professor do Programa de Mestrado em Educação da Universidade do Planalto Catarinense-Uniplac. Líder do Gupo de Estudos e Pesquisa em Educação Básica GEPEB, coordena a Linha de Pesquisa 1 do Programa de Mestrado em Educação da UNIPLAC: Políticas e Processos Formativos em Educação, e Membro da Câmara de Pós Graduação da Universidade do Planalto Catarinense - UNIPLAC e, Membro do Conselho Universitário da UNIPLAC (2011-2012).
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
VERBA EM ABUNDÂNCIA NÃO SE REFLETE NA QUALIDADE DO ENSINO
Em trâmite no Congresso Nacional há quase três anos, o projeto que institui o Plano Nacional de Educação continua a provocar polêmica por causa do tópico que defende a obrigatoriedade de o Brasil investir na área 10% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir do décimo ano de vigência da lei.
Mas será que mais dinheiro disponível é sinônimo de melhoria na Educação? Estudos recentes ligados ao governo federal colocam em dúvida a necessidade de mais investimentos no setor, defendendo uma tese recorrente no país: o problema não é a escassez de recursos, mas a má gestão das verbas disponíveis. É o caso de um levantamento produzido pela pesquisadora Fabiana Rocha, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com analistas da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
O estudo atesta que 40% dos recursos gastos pelos municípios em Educação são "desperdiçados” porque as prefeituras, mesmo gastando menos, já conseguiriam atingir as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb), indicador que mede a qualidade do Ensino no país. A análise levou em conta um gasto total de R$ 54,8 bilhões despendido por 4,9 mil cidades. De acordo com o levantamento, o "desperdício” de recursos é expressivo em todos os municípios – sendo maior naqueles com até 50 mil habitantes, que poderiam reduzir seus gastos em quase 50% e mesmo assim continuar tendo o mesmo resultado no Ideb.
ANÁLISE
Especialistas defendem meio-termo entre investimento e eficiência
Apesar de polêmica, a tese de que o país já possui recursos suficientes para a Educação encontra apoio de figuras proeminentes, como o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. Em artigo publicado na revista Veja no mês passado, o economista chama de "equivocado” o projeto de lei que estipula os gastos na área em 10% do PIB nacional. "Demandamos melhora da qualidade do Ensino, mas a ideia está contaminada pelo hábito de esperar que a despesa pública resolva qualquer problema”, afirmou.
Por outro lado, pesquisadores e entidades ligadas à área defendem que as duas demandas devem ser buscadas na mesma intensidade: ao mesmo tempo em que é preciso reforçar os investimentos, faz-se necessário aprimorar a gestão dos recursos e combater desvios. "O que se precisa é seriedade, tanto na administração dos recursos quanto em outros processos. A qualidade do Ensino não depende só do investimento, mas o investimento é uma condição”, afirma a mestre em Educação e Professora dos cursos de Pedagogia e Licenciatura da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Ermelina Thomacheski.
FALTA DE CONTROLE
Para a Controladoria-Geral da União (CGU), o desvio e o mau uso das verbas do Fundeb são facilitados porque não há um órgão federal responsável pela gestão e fiscalização dos recursos repassados pela União a estados e municípios – essa demanda foi uma das recomendações feitas pelo órgão ao Ministério da Educação. O MEC, porém, defende que não é sua atribuição fiscalizar a aplicação dos recursos, até porque, caso as verbas não sejam bem aplicadas, os prejuízos caberão aos municípios e estados.
DESVIOS NO FUNDEB
Outro documento, divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU), trouxe à tona o resultado de fiscalizações feitas em 2008 e 2009 em quatro estados e 120 prefeituras, com foco na aplicação e gestão dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Edu¬¬cação Básica e de Valo¬¬rização dos Profissionais (Fundeb). Os relatórios revelam irregularidades no uso do fundo, que vão desde o direcionamento de licitações até a falta de aplicação dos recursos. Novas fiscalizações, feitas em 2011 e no ano passado, mostram que os problemas persistem. Além disso, a CGU compara a evolução das verbas do Fundeb com o aumento da nota do Ideb nos estados, concluindo que não há uma relação direta entre mais recursos e melhorias na qualidade do Ensino.
Os dois estudos são rechaçados por entidades como a Confederação Nacional dos Municípios e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que defendem mais investimentos na área e desqualificam a utilização do Ideb como parâmetro. "O Ideb não foi criado para apontar a necessidade ou não de investimentos financeiros. O uso desse indicador já é suficientemente desvirtuado pelo emprego da meritocracia, dos simulados e das fraudes durante a aplicação das provas para ter que se inventar um novo uso desse índice”, opina a presidente da Undime, Cleuza Rodrigues Repulho.
DESVIOS IMPACTAM A ROTINA DE ESTUDANTES
Especialistas concordam que é difícil dimensionar na prática os efeitos da má utilização das verbas para a Educação, sejam as originadas de convênios feitos com o governo federal ou do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação básica (Fundeb). Não são poucos os casos, porém, de problemas que acabam afetando os Alunos diretamente. Durante as fiscalizações feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU) foram encontrados veículos improvisados que faziam as vezes dos ônibus Escolares, levando os estudantes para as Escolas na caçamba de caminhões – serviço pago com recursos do Fundeb.
A merenda servida aos estudantes na rede pública, paga em parte com recursos federais, também é alvo de irregularidades constantes. Pelo menos 13 estados do país, incluindo o Paraná, têm investigações em curso para apurar não só denúncias de desvios de verbas, mas também casos de comidas estragadas servidas a Alunos e Escolas que nem sequer conseguem disponibilizar a refeição aos estudantes.
Para o assessor da Secretaria do Tribunal de Contas da União (TCU) no Paraná, Evandro Bulcão, a grande variedade de fatores que afetam a qualidade da aprendizagem na rede pública reforça a necessidade de utilizar parâmetros mais amplos para se analisar a eficácia do Ensino prestado nas Escolas. "O Ideb Índice de Desenvolvimento da Educação básica é um indicador interessante, mas não pode ser o único a ser considerado. A realidade é muito mais complexa. Além disso, todo indicador, visto de maneira isolada, acaba gerando distorções”, reforça Bulcão.
http://www.gazetadopovo.com.br/
Mas será que mais dinheiro disponível é sinônimo de melhoria na Educação? Estudos recentes ligados ao governo federal colocam em dúvida a necessidade de mais investimentos no setor, defendendo uma tese recorrente no país: o problema não é a escassez de recursos, mas a má gestão das verbas disponíveis. É o caso de um levantamento produzido pela pesquisadora Fabiana Rocha, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com analistas da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
O estudo atesta que 40% dos recursos gastos pelos municípios em Educação são "desperdiçados” porque as prefeituras, mesmo gastando menos, já conseguiriam atingir as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb), indicador que mede a qualidade do Ensino no país. A análise levou em conta um gasto total de R$ 54,8 bilhões despendido por 4,9 mil cidades. De acordo com o levantamento, o "desperdício” de recursos é expressivo em todos os municípios – sendo maior naqueles com até 50 mil habitantes, que poderiam reduzir seus gastos em quase 50% e mesmo assim continuar tendo o mesmo resultado no Ideb.
ANÁLISE
Especialistas defendem meio-termo entre investimento e eficiência
Apesar de polêmica, a tese de que o país já possui recursos suficientes para a Educação encontra apoio de figuras proeminentes, como o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega. Em artigo publicado na revista Veja no mês passado, o economista chama de "equivocado” o projeto de lei que estipula os gastos na área em 10% do PIB nacional. "Demandamos melhora da qualidade do Ensino, mas a ideia está contaminada pelo hábito de esperar que a despesa pública resolva qualquer problema”, afirmou.
Por outro lado, pesquisadores e entidades ligadas à área defendem que as duas demandas devem ser buscadas na mesma intensidade: ao mesmo tempo em que é preciso reforçar os investimentos, faz-se necessário aprimorar a gestão dos recursos e combater desvios. "O que se precisa é seriedade, tanto na administração dos recursos quanto em outros processos. A qualidade do Ensino não depende só do investimento, mas o investimento é uma condição”, afirma a mestre em Educação e Professora dos cursos de Pedagogia e Licenciatura da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Ermelina Thomacheski.
FALTA DE CONTROLE
Para a Controladoria-Geral da União (CGU), o desvio e o mau uso das verbas do Fundeb são facilitados porque não há um órgão federal responsável pela gestão e fiscalização dos recursos repassados pela União a estados e municípios – essa demanda foi uma das recomendações feitas pelo órgão ao Ministério da Educação. O MEC, porém, defende que não é sua atribuição fiscalizar a aplicação dos recursos, até porque, caso as verbas não sejam bem aplicadas, os prejuízos caberão aos municípios e estados.
DESVIOS NO FUNDEB
Outro documento, divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU), trouxe à tona o resultado de fiscalizações feitas em 2008 e 2009 em quatro estados e 120 prefeituras, com foco na aplicação e gestão dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Edu¬¬cação Básica e de Valo¬¬rização dos Profissionais (Fundeb). Os relatórios revelam irregularidades no uso do fundo, que vão desde o direcionamento de licitações até a falta de aplicação dos recursos. Novas fiscalizações, feitas em 2011 e no ano passado, mostram que os problemas persistem. Além disso, a CGU compara a evolução das verbas do Fundeb com o aumento da nota do Ideb nos estados, concluindo que não há uma relação direta entre mais recursos e melhorias na qualidade do Ensino.
Os dois estudos são rechaçados por entidades como a Confederação Nacional dos Municípios e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que defendem mais investimentos na área e desqualificam a utilização do Ideb como parâmetro. "O Ideb não foi criado para apontar a necessidade ou não de investimentos financeiros. O uso desse indicador já é suficientemente desvirtuado pelo emprego da meritocracia, dos simulados e das fraudes durante a aplicação das provas para ter que se inventar um novo uso desse índice”, opina a presidente da Undime, Cleuza Rodrigues Repulho.
DESVIOS IMPACTAM A ROTINA DE ESTUDANTES
Especialistas concordam que é difícil dimensionar na prática os efeitos da má utilização das verbas para a Educação, sejam as originadas de convênios feitos com o governo federal ou do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação básica (Fundeb). Não são poucos os casos, porém, de problemas que acabam afetando os Alunos diretamente. Durante as fiscalizações feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU) foram encontrados veículos improvisados que faziam as vezes dos ônibus Escolares, levando os estudantes para as Escolas na caçamba de caminhões – serviço pago com recursos do Fundeb.
A merenda servida aos estudantes na rede pública, paga em parte com recursos federais, também é alvo de irregularidades constantes. Pelo menos 13 estados do país, incluindo o Paraná, têm investigações em curso para apurar não só denúncias de desvios de verbas, mas também casos de comidas estragadas servidas a Alunos e Escolas que nem sequer conseguem disponibilizar a refeição aos estudantes.
Para o assessor da Secretaria do Tribunal de Contas da União (TCU) no Paraná, Evandro Bulcão, a grande variedade de fatores que afetam a qualidade da aprendizagem na rede pública reforça a necessidade de utilizar parâmetros mais amplos para se analisar a eficácia do Ensino prestado nas Escolas. "O Ideb Índice de Desenvolvimento da Educação básica é um indicador interessante, mas não pode ser o único a ser considerado. A realidade é muito mais complexa. Além disso, todo indicador, visto de maneira isolada, acaba gerando distorções”, reforça Bulcão.
http://www.gazetadopovo.com.br/
PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO
VII SEMINÁRIO SOBRE A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da PUC Campinas organiza o VII SEMINÁRIO SOBRE A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO: Política Educacional do Século XXI: paradoxos, limites e possibilidades. Trata-se de evento gratuito, que conta com apoio da CAPES e FAPESP e haverá publicação de anais do evento com ISSN.
As inscrições para a apresentação de trabalhos (comunicação oral, pôster e Palavra do Professor) ficam abertas até o dia 14/09/2013.
Eixos temáticos
• Política Educacional
• Gestão da Educação
• Fundamentos da Educação
• Formação de Professores
• Práticas Pedagógicas
Regras para a submissão de trabalhos: https://www.puc-campinas.edu.br/eventos/vii-seminario-sobre-a-producao-do-conhec imento-em-educacao--politica-educacional-do-seculo-xxi-paradoxos-limites-e-possi bilidades/71/regras-para-a-submissao-de-trabalhos/
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da PUC Campinas organiza o VII SEMINÁRIO SOBRE A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM EDUCAÇÃO: Política Educacional do Século XXI: paradoxos, limites e possibilidades. Trata-se de evento gratuito, que conta com apoio da CAPES e FAPESP e haverá publicação de anais do evento com ISSN.
As inscrições para a apresentação de trabalhos (comunicação oral, pôster e Palavra do Professor) ficam abertas até o dia 14/09/2013.
Eixos temáticos
• Política Educacional
• Gestão da Educação
• Fundamentos da Educação
• Formação de Professores
• Práticas Pedagógicas
Regras para a submissão de trabalhos: https://www.puc-campinas.edu.br/eventos/vii-seminario-sobre-a-producao-do-conhec imento-em-educacao--politica-educacional-do-seculo-xxi-paradoxos-limites-e-possi bilidades/71/regras-para-a-submissao-de-trabalhos/
Educação a distância pode ajudar a preencher as lacunas do ensino
Enquanto em países como Chile, Argentina, Estados Unidos e Reino Unido mais de 30% dos jovens frequentam a universidade, esse número cai para aproximadamente 15% no Brasil. "Como vamos competir com esses concorrentes no cenário global?”, pergunta-se o professor Fredric Litto. E ele mesmo responde: "educação a distância é a única forma de correr atrás do prejuízo”.
Em palestra apresentada no dia 27 de agosto, o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e professor aposentado da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP apresentou e questionou os diversos mitos que cercam a educação a distância (EAD) no Brasil e entravam o desenvolvimento dessa modalidade. Sua fala trouxe à tona questões que envolvem não apenas a discussão sobre a qualidade da EAD, mas também ideias do senso comum que aumentam a resistência à modalidade.
Uma delas baseia-se na noção de que o ensino a distância é uma novidade. Litto lembra que a Universidade de Londres trabalha com essa abordagem desde 1858, com cursos por correspondência, e que foi a partir de cursos como esse que Mahatma Gandhi e Nelson Mandela concluíram seus estudos superiores. Litto ressalta também que a EAD não é composta apenas de conhecimentos estruturados em forma de curso, mas incluem ainda os acervos digitais, a realidade virtual, entre outros formatos que envolvem a mediação virtual, sem caracterizar-se como um curso.
Outro mito é o de que a aprendizagem a distância acontece sempre integralmente a distância. Esse processo pode ser misto, como é o caso da Licenciatura em Ciências da USP, o primeiro curso semipresencial oferecido pela instituição. Foi a convite do professor Gil da Costa Marques, professor do Departamento de Física Experimental e coordenador geral da Licenciatura em Ciências, que Litto veio apresentar a palestra, como parte de um esforço em trazer o tema à Universidade.
Marques acredita que a superação dos mitos abordados por Litto já está acontecendo na USP. "Nós já começamos esse processo mediante o oferecimento do curso e estamos demonstrando, na prática, que esse é um modelo que pode funcionar muito bem”, afirma o professor, que ressalta que o desempenho desses alunos é o mesmo dos alunos dos cursos presenciais. "Acho que a primeira coisa que deveríamos fazer, já fizemos, que é experimentar. E a partir dessa experiência, vamos procurar avançar”, completa.
Pesquisa na área precisa amadurecer
O avanço necessário em relação ao ensino a distância envolve, além da superação dos mitos, o desenvolvimento de pesquisas na área que explorem as possibilidades da modalidade. "Continuamos, infelizmente, presos a questões políticas, normas, legislação. Precisamos de muito mais alternativas pedagógicas, alternativas tecnológicas”, afirma Litto.
Nesse sentido, o professor Gil da Costa Marques observa o momento oportuno para a universidade avançar nas pesquisas sobre ensino a distância. "Precisamos pesquisar novas modalidades, fazer análises comparativas de desempenho, de eficácia. De, outra forma, a universidade vai ser atropelada. Esse é um momento que não tem mais volta, então ou a universidade entende isso e participa ativamente ou então estamos fadados ao insucesso”, alerta.
O ambiente multidisciplinar que envolve o aprendizado a distância pode colaborar com esse avanço e superar o "atraso lastimável” que nossa herança histórica trouxe à educação. "Eu noto nesses últimos anos que quase todo mundo que trabalha com EAD aqui no Brasil, assim como no exterior, não foi preparado para ser um profissional de educação a distância. São profissionais de diversas áreas, o que é muito bom, pois traz uma riqueza de experiências acadêmicas”, pondera Fredric Litto.
Em palestra apresentada no dia 27 de agosto, o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e professor aposentado da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP apresentou e questionou os diversos mitos que cercam a educação a distância (EAD) no Brasil e entravam o desenvolvimento dessa modalidade. Sua fala trouxe à tona questões que envolvem não apenas a discussão sobre a qualidade da EAD, mas também ideias do senso comum que aumentam a resistência à modalidade.
Uma delas baseia-se na noção de que o ensino a distância é uma novidade. Litto lembra que a Universidade de Londres trabalha com essa abordagem desde 1858, com cursos por correspondência, e que foi a partir de cursos como esse que Mahatma Gandhi e Nelson Mandela concluíram seus estudos superiores. Litto ressalta também que a EAD não é composta apenas de conhecimentos estruturados em forma de curso, mas incluem ainda os acervos digitais, a realidade virtual, entre outros formatos que envolvem a mediação virtual, sem caracterizar-se como um curso.
Outro mito é o de que a aprendizagem a distância acontece sempre integralmente a distância. Esse processo pode ser misto, como é o caso da Licenciatura em Ciências da USP, o primeiro curso semipresencial oferecido pela instituição. Foi a convite do professor Gil da Costa Marques, professor do Departamento de Física Experimental e coordenador geral da Licenciatura em Ciências, que Litto veio apresentar a palestra, como parte de um esforço em trazer o tema à Universidade.
Marques acredita que a superação dos mitos abordados por Litto já está acontecendo na USP. "Nós já começamos esse processo mediante o oferecimento do curso e estamos demonstrando, na prática, que esse é um modelo que pode funcionar muito bem”, afirma o professor, que ressalta que o desempenho desses alunos é o mesmo dos alunos dos cursos presenciais. "Acho que a primeira coisa que deveríamos fazer, já fizemos, que é experimentar. E a partir dessa experiência, vamos procurar avançar”, completa.
Pesquisa na área precisa amadurecer
O avanço necessário em relação ao ensino a distância envolve, além da superação dos mitos, o desenvolvimento de pesquisas na área que explorem as possibilidades da modalidade. "Continuamos, infelizmente, presos a questões políticas, normas, legislação. Precisamos de muito mais alternativas pedagógicas, alternativas tecnológicas”, afirma Litto.
Nesse sentido, o professor Gil da Costa Marques observa o momento oportuno para a universidade avançar nas pesquisas sobre ensino a distância. "Precisamos pesquisar novas modalidades, fazer análises comparativas de desempenho, de eficácia. De, outra forma, a universidade vai ser atropelada. Esse é um momento que não tem mais volta, então ou a universidade entende isso e participa ativamente ou então estamos fadados ao insucesso”, alerta.
O ambiente multidisciplinar que envolve o aprendizado a distância pode colaborar com esse avanço e superar o "atraso lastimável” que nossa herança histórica trouxe à educação. "Eu noto nesses últimos anos que quase todo mundo que trabalha com EAD aqui no Brasil, assim como no exterior, não foi preparado para ser um profissional de educação a distância. São profissionais de diversas áreas, o que é muito bom, pois traz uma riqueza de experiências acadêmicas”, pondera Fredric Litto.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Ensino em casa questiona socialização na escola
Atualmente no Brasil há registro de cerca de 1.000 famílias que optam por educar seus filhos em casa, prática que não tem regulamentação no País e que não é reconhecida pela Justiça. As razões que levam os pais a não mandarem seus filhos para a escola são analisadas em pesquisa da Faculdade de Educação (FE) da USP e estão relacionadas ao questionamento da qualidade do ensino (tanto público quanto privado) e também a problemas com violência dentro das escolas. De acordo com a pedagoga Luciane Barbosa, autora do estudo, a prática do "homeschooling” mostra a necessidade de discutir o papel da escola como espaço de socialização e formação da cidadania das crianças e jovens.
Os dados sobre ensino em casa são fornecidos pela Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), entidade que presta assessoria jurídica às famílias e defende a aprovação de projetos de lei que regulamentem o tema — desde 1996, sete propostas já passaram pelo Congresso Nacional. "Em julgamento realizado em 2001, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) se posicionou contra o ensino em casa, por entender que o artigo 208 da Constituição Federal exige que os pais levem os filhos a frequentarem a escola, além de enfatizarem o papel da instituição escolar na socialização dos alunos”, conta a pedagoga. "Por essa razão, muitas famílias não declaram que ensinam seus filhos em casa por receio de serem levadas à Justiça”.
Luciane entrevistou quatro famílias com histórico de discussões sobre a educação em casa no Poder Judiciário. "A principal motivação que as levou a não matricularem seus filhos na escola diz respeito às críticas que fazem a instituição escolar, inclusive no que diz respeito à qualidade de ensino, seja público ou privado”, ressalta. "Também há discordâncias quanto à formação moral oferecida pelas escolas, devido a ocorrências de episódios de violência e bullying”. A pesquisa é descrita em tese de doutorado orientada pelo professor Romualdo Portela de Oliveira, da FE, e defendida no último dia 3 de junho.
A pedagoga também realizou parte do estudo no Canadá, país onde a prática do "homeschooling” é permitida. "A regulamentação varia conforme as províncias, algumas exigem a prestação dos exames de avaliação oficiais, outras pedem apenas que a diretoria de ensino local seja comunicada”, relata. "Ao entrevistar as famílias canadenses, percebe-se que embora a motivação religiosa esteja muito presente, os pais também optam pelo ensino em casa pela questão de custos (famílias mais numerosas) ou por terem filhos com deficiência, entre outras razões”.
Socialização
Segundo os dirigentes das associações canadenses de ensino domiciliar entrevistados por Luciane, a ausência da escola não leva a uma falta de socialização. "Ao contrário, eles argumentam que a instituição escolar leva a uma socialização restrita, por segregarem as crianças por idade”, diz. "No Canadá, as bibliotecas e ginásios esportivos possuem programas voltados para ‘homeschoolers’, e normalmente os pais que ensinam os filhos em casa são filiados a duas ou mais associações do setor. Também há uma preocupação em desenvolver a participação social dos filhos nas comunidades em que vivem, pois consideram que a escola oferece um conceito de cidadania ligado apenas ao conhecimento de fatos históricos e ao exercício do voto”.
De acordo com a pedagoga, o debate sobre ensino em casa no Brasil surge em um contexto de ampliação do acesso à educação escolar. "No caso do Poder Judiciário, inclusive, era mais comum o julgamento de demandas pelo maior acesso à escola, e não de autorizações de pais para ensinarem os filhos em casa”, afirma. "Com a previsão legal da extensão da escolarização obrigatória, que em 2016 passará a abranger crianças a partir dos quatro anos de idade, surge um questionamento maior sobre a exclusividade da instituição escolar na oferta de ensino”.
O papel da escola como espaço de socialização das crianças e jovens também é colocado em questão pelos defensores do ensino em casa. "Além dos problemas relacionados com a violência nas escolas públicas e diferenças de valores morais, no Brasil há a agravante de que a opção pela escola privada pelos pais representa também uma escolha da classe social em que o filho vai conviver”, diz Luciane. "As famílias entrevistadas possuem um maior poder aquisitivo e, portanto, condições para uma maior atuação na educação dos filhos, por isso cabe indagar se o engajamento em torno do ensino individualizado dos filhos não poderia ser melhor empregado na mobilização por melhorias nas escolas públicas”.
A pedagoga destaca que o principal problema relativo ao ensino domiciliar não é legal ou jurídico, mas de opções de política educacional. "O tema é muito controverso, pois há uma defesa de que a legislação atual, tanto a Constituição de 1988 quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), daria margem a interpretações que permitiriam a existência do ensino em casa”, afirma. "Ao mesmo tempo, uma possível regulamentação pode, de certa forma, entrar em conflito com todo o processo de profissionalização dos professores, na medida em que se aceitaria que qualquer pai fosse professor de seu filhos, desprezando o histórico debate sobre os saberes e práticas necessárias à atuação docente”.
Os dados sobre ensino em casa são fornecidos pela Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), entidade que presta assessoria jurídica às famílias e defende a aprovação de projetos de lei que regulamentem o tema — desde 1996, sete propostas já passaram pelo Congresso Nacional. "Em julgamento realizado em 2001, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) se posicionou contra o ensino em casa, por entender que o artigo 208 da Constituição Federal exige que os pais levem os filhos a frequentarem a escola, além de enfatizarem o papel da instituição escolar na socialização dos alunos”, conta a pedagoga. "Por essa razão, muitas famílias não declaram que ensinam seus filhos em casa por receio de serem levadas à Justiça”.
Luciane entrevistou quatro famílias com histórico de discussões sobre a educação em casa no Poder Judiciário. "A principal motivação que as levou a não matricularem seus filhos na escola diz respeito às críticas que fazem a instituição escolar, inclusive no que diz respeito à qualidade de ensino, seja público ou privado”, ressalta. "Também há discordâncias quanto à formação moral oferecida pelas escolas, devido a ocorrências de episódios de violência e bullying”. A pesquisa é descrita em tese de doutorado orientada pelo professor Romualdo Portela de Oliveira, da FE, e defendida no último dia 3 de junho.
A pedagoga também realizou parte do estudo no Canadá, país onde a prática do "homeschooling” é permitida. "A regulamentação varia conforme as províncias, algumas exigem a prestação dos exames de avaliação oficiais, outras pedem apenas que a diretoria de ensino local seja comunicada”, relata. "Ao entrevistar as famílias canadenses, percebe-se que embora a motivação religiosa esteja muito presente, os pais também optam pelo ensino em casa pela questão de custos (famílias mais numerosas) ou por terem filhos com deficiência, entre outras razões”.
Socialização
Segundo os dirigentes das associações canadenses de ensino domiciliar entrevistados por Luciane, a ausência da escola não leva a uma falta de socialização. "Ao contrário, eles argumentam que a instituição escolar leva a uma socialização restrita, por segregarem as crianças por idade”, diz. "No Canadá, as bibliotecas e ginásios esportivos possuem programas voltados para ‘homeschoolers’, e normalmente os pais que ensinam os filhos em casa são filiados a duas ou mais associações do setor. Também há uma preocupação em desenvolver a participação social dos filhos nas comunidades em que vivem, pois consideram que a escola oferece um conceito de cidadania ligado apenas ao conhecimento de fatos históricos e ao exercício do voto”.
De acordo com a pedagoga, o debate sobre ensino em casa no Brasil surge em um contexto de ampliação do acesso à educação escolar. "No caso do Poder Judiciário, inclusive, era mais comum o julgamento de demandas pelo maior acesso à escola, e não de autorizações de pais para ensinarem os filhos em casa”, afirma. "Com a previsão legal da extensão da escolarização obrigatória, que em 2016 passará a abranger crianças a partir dos quatro anos de idade, surge um questionamento maior sobre a exclusividade da instituição escolar na oferta de ensino”.
O papel da escola como espaço de socialização das crianças e jovens também é colocado em questão pelos defensores do ensino em casa. "Além dos problemas relacionados com a violência nas escolas públicas e diferenças de valores morais, no Brasil há a agravante de que a opção pela escola privada pelos pais representa também uma escolha da classe social em que o filho vai conviver”, diz Luciane. "As famílias entrevistadas possuem um maior poder aquisitivo e, portanto, condições para uma maior atuação na educação dos filhos, por isso cabe indagar se o engajamento em torno do ensino individualizado dos filhos não poderia ser melhor empregado na mobilização por melhorias nas escolas públicas”.
A pedagoga destaca que o principal problema relativo ao ensino domiciliar não é legal ou jurídico, mas de opções de política educacional. "O tema é muito controverso, pois há uma defesa de que a legislação atual, tanto a Constituição de 1988 quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), daria margem a interpretações que permitiriam a existência do ensino em casa”, afirma. "Ao mesmo tempo, uma possível regulamentação pode, de certa forma, entrar em conflito com todo o processo de profissionalização dos professores, na medida em que se aceitaria que qualquer pai fosse professor de seu filhos, desprezando o histórico debate sobre os saberes e práticas necessárias à atuação docente”.
domingo, 1 de setembro de 2013
Visita do prof. Cesar Tello à UNIPLAC
fotos das atividades EM AGOSTO... nosso 3 em 1 -
contrato internacional de pesquisa em educação assinado pelos reitores da UNTREF e UNSAM
e pro reitores de pesquisa Juliano e Cesar Tello (pro reitor de pesqusa da UNTREF) mediado pelo PPGE
contrato internacional de pesquisa em educação assinado pelos reitores da UNTREF e UNSAM
e pro reitores de pesquisa Juliano e Cesar Tello (pro reitor de pesqusa da UNTREF) mediado pelo PPGE
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Qualificação: Jamile
MESTRADO EM EDUCAÇÃO
QUALIFICAÇÃO DE DISSERTAÇÃO
Mestranda:
Jamille Bittencourt Rodrigues
Título da Dissertação:
“Ciber Cultura e Formação de Professores: Um Estudo dos Projetos Pedagógicos de Cursos de Licenciatura na Universidade do Planalto Catarinense”
Banca Examinadora
Examinador externo:
Profa. Dra. Elisa Maria Quartiero (UFSC)
Examinadores do PPGE/UNIPLAC:
Profa. Dra. Lucia Ceccato de Lima (Titular)
Profa. Dra. Carmen Lucia Fornari Diez (Suplente)
Orientador:
Geraldo Antônio da Rosa
Data e local:
30 de agosto de 2013, 15h
Sala 3308 – CCJ/UNIPLAC
QUALIFICAÇÃO DE DISSERTAÇÃO
Mestranda:
Jamille Bittencourt Rodrigues
Título da Dissertação:
“Ciber Cultura e Formação de Professores: Um Estudo dos Projetos Pedagógicos de Cursos de Licenciatura na Universidade do Planalto Catarinense”
Banca Examinadora
Examinador externo:
Profa. Dra. Elisa Maria Quartiero (UFSC)
Examinadores do PPGE/UNIPLAC:
Profa. Dra. Lucia Ceccato de Lima (Titular)
Profa. Dra. Carmen Lucia Fornari Diez (Suplente)
Orientador:
Geraldo Antônio da Rosa
Data e local:
30 de agosto de 2013, 15h
Sala 3308 – CCJ/UNIPLAC
Qualificação: Juciane
MESTRADO EM EDUCAÇÃO
QUALIFICAÇÃO DE DISSERTAÇÃO
Mestranda:
Juciane Tagliari da Costa
Título da Dissertação:
“Práticas Pedagógicas do Professor em Atendimento Educacional Especializado: História de Vida da Educação Básica”
Banca Examinadora
Examinador externo:
Profa. Dra. Rosane Carneiro Sarturi (UFRGS)
Examinadores do PPGE/UNIPLAC:
Prof. Dr. Geraldo Antonio da Rosa (Titular)
Profa. Dra. Carmen Lucia Fornari Diez (Suplente)
Orientadora:
Lurdes Caron
Coorientadora:
Marina Patricio de Arruda
Data e local:
28 de agosto de 2013, 10h
Sala 3308 – CCJ/UNIPLAC
QUALIFICAÇÃO DE DISSERTAÇÃO
Mestranda:
Juciane Tagliari da Costa
Título da Dissertação:
“Práticas Pedagógicas do Professor em Atendimento Educacional Especializado: História de Vida da Educação Básica”
Banca Examinadora
Examinador externo:
Profa. Dra. Rosane Carneiro Sarturi (UFRGS)
Examinadores do PPGE/UNIPLAC:
Prof. Dr. Geraldo Antonio da Rosa (Titular)
Profa. Dra. Carmen Lucia Fornari Diez (Suplente)
Orientadora:
Lurdes Caron
Coorientadora:
Marina Patricio de Arruda
Data e local:
28 de agosto de 2013, 10h
Sala 3308 – CCJ/UNIPLAC
terça-feira, 27 de agosto de 2013
ACESSO FACILITADO DE PROFESSORES AO ENSINO SUPERIOR
A Comissão de Educação aprovou dia 21 de agosto a proposta (PL 6514/09) que facilita o acesso de professores do ensino básico da rede pública a cursos superiores de licenciatura.
Pelo texto do Senado, as instituições de ensino superior deverão criar processo seletivo diferenciado para os professores principalmente nas áreas de Pedagogia, Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Portuguesa. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96).
Para o relator, deputado Newton Lima (PT-SP), "parece evidente a relação do projeto com os esforços que a sociedade brasileira vem adotando para melhorar a qualidade da educação básica oferecida nas escolas públicas”.
Newton Lima enfatiza ainda que, entre as medidas para melhorar o ensino, investir na valorização dos professores é uma das mais urgentes e acertadas.
Pela proposta, terão direito ao benefício os profissionais concursados da rede pública nos três níveis (municipal, estadual e federal), com pelo menos três anos de experiência e sem diploma de graduação.
Em regime de prioridade, o projeto segue par análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/
Pelo texto do Senado, as instituições de ensino superior deverão criar processo seletivo diferenciado para os professores principalmente nas áreas de Pedagogia, Matemática, Física, Química, Biologia e Língua Portuguesa. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96).
Para o relator, deputado Newton Lima (PT-SP), "parece evidente a relação do projeto com os esforços que a sociedade brasileira vem adotando para melhorar a qualidade da educação básica oferecida nas escolas públicas”.
Newton Lima enfatiza ainda que, entre as medidas para melhorar o ensino, investir na valorização dos professores é uma das mais urgentes e acertadas.
Pela proposta, terão direito ao benefício os profissionais concursados da rede pública nos três níveis (municipal, estadual e federal), com pelo menos três anos de experiência e sem diploma de graduação.
Em regime de prioridade, o projeto segue par análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Siomaraci em qualificação
QUALIFICAÇÃO DE DISSERTAÇÃO
Mestranda:
Siomaraci Ferraz da Silva Bressan
Título da Dissertação:
“Políticas e Práticas Avaliativas de Desempenho por Performance: Um Estudo da Avaliação Externa da Educação Municipal de Lages - SC”
Banca Examinadora
Examinador externo:
Profa. Dra. Mary Ângela Teixeira Brandalise (UEPG)
Examinadores do PPGE/UNIPLAC:
Profa. Dra. Maria de Lourdes Pinto de Almeida (Titular)
Prof. Dr. Geraldo Antonio da Rosa (Suplente)
Orientadora:
Lurdes Caron
Data e local:
28 de agosto de 2013, 15h
Sala 3308 – CCJ/UNIPLAC
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Qualificação da Luciane
MESTRADO EM EDUCAÇÃO
QUALIFICAÇÃO DE DISSERTAÇÃO
Mestranda:
Luciane Bittencourt Gomes Batista de Oliveira
Título da Dissertação:
“O Conceito de Politecnia para Pensar a Educação Profissional do Campo”
Banca Examinadora
Examinador externo:
Profa. Dra. Lucília Regina Souza Machado (UNA)
Examinadores do PPGE/UNIPLAC:
Profa. Dra. Marilu Diez Lisboa (Titular)
Profa. Dra. Vera Regina Roesler (Suplente)
Orientadora:
Prof. Dr. Ana Maria Netto Machado
Data e local:
26 de agosto de 2013, 08h e 30 min
Sala: 3312 – CCJ/UNIPLAC
QUALIFICAÇÃO DE DISSERTAÇÃO
Mestranda:
Luciane Bittencourt Gomes Batista de Oliveira
Título da Dissertação:
“O Conceito de Politecnia para Pensar a Educação Profissional do Campo”
Banca Examinadora
Examinador externo:
Profa. Dra. Lucília Regina Souza Machado (UNA)
Examinadores do PPGE/UNIPLAC:
Profa. Dra. Marilu Diez Lisboa (Titular)
Profa. Dra. Vera Regina Roesler (Suplente)
Orientadora:
Prof. Dr. Ana Maria Netto Machado
Data e local:
26 de agosto de 2013, 08h e 30 min
Sala: 3312 – CCJ/UNIPLAC
Seminário Iberoamericano
O Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da Universidade do Vale do
Itajaí, por meio do grupo de pesquisa Educação e Trabalho e o Grupo de
investigação TRALS (Transições Acadêmicas e Laborais), da Universidade de
Barcelona, convidam para I SEMINÁRIO IBEROAMERICANO: AS TRANSIÇÕES DOS
ESTUDANTES, UM DESAFIO PARA AS UNIVERSIDADES, a ser realizado nos dias 28 e
29 de outubro de 2013, na Universidade do Vale do Itajaí.
Seminário Internacional em que se pretende criar um fórum de análise/um
espaço de discussão sobre a situação da formação universitária e em
particular das transições de estudantes durante a sua formação e as
decisões que devem ser tomadas e enfrentadas, desde o acesso à faculdade
até a inserção ao trabalho. Trata-se, também, de avaliar o interesse e
viabilidade da criação de uma rede iberoamericana, comprometida com a
promoção e desenvolvimento da área, para promover o conhecimento científico
e sua transferência social.
Investigação: Apresentar as linhas de investigação das transições na
universidade: temáticas, enfoques metodológicos, problemáticas.
Cooperação Internacional: Trabalhar na continuidade do projeto de
investigação a nível internacional em relação às transições universitárias.
Assim, como dar a conhecer os avanços encontrados até o momento de acordo
com a temática de estudo.
Trabalho em rede: Constituir uma rede de trabalho iberoamericana com o
objetivo de canalizar as atividades anteriores. No seminário se
determinarão as linhas de trabalho, objetivos a curto e longo prazo,
projetos em colaboração, plano de trabalho para articular o próximo
encontro, etc.
http://www.univali.br/eventos área educação a distância
Inscrições e submissões de trabalhos:
http://www.univali.br/modules/system/stdreq.aspx?P=1704&VID=default&SID=528159043023854&S=1&A=open:news:item:13440&C=29210
Itajaí, por meio do grupo de pesquisa Educação e Trabalho e o Grupo de
investigação TRALS (Transições Acadêmicas e Laborais), da Universidade de
Barcelona, convidam para I SEMINÁRIO IBEROAMERICANO: AS TRANSIÇÕES DOS
ESTUDANTES, UM DESAFIO PARA AS UNIVERSIDADES, a ser realizado nos dias 28 e
29 de outubro de 2013, na Universidade do Vale do Itajaí.
Seminário Internacional em que se pretende criar um fórum de análise/um
espaço de discussão sobre a situação da formação universitária e em
particular das transições de estudantes durante a sua formação e as
decisões que devem ser tomadas e enfrentadas, desde o acesso à faculdade
até a inserção ao trabalho. Trata-se, também, de avaliar o interesse e
viabilidade da criação de uma rede iberoamericana, comprometida com a
promoção e desenvolvimento da área, para promover o conhecimento científico
e sua transferência social.
Investigação: Apresentar as linhas de investigação das transições na
universidade: temáticas, enfoques metodológicos, problemáticas.
Cooperação Internacional: Trabalhar na continuidade do projeto de
investigação a nível internacional em relação às transições universitárias.
Assim, como dar a conhecer os avanços encontrados até o momento de acordo
com a temática de estudo.
Trabalho em rede: Constituir uma rede de trabalho iberoamericana com o
objetivo de canalizar as atividades anteriores. No seminário se
determinarão as linhas de trabalho, objetivos a curto e longo prazo,
projetos em colaboração, plano de trabalho para articular o próximo
encontro, etc.
http://www.univali.br/eventos área educação a distância
Inscrições e submissões de trabalhos:
http://www.univali.br/modules/system/stdreq.aspx?P=1704&VID=default&SID=528159043023854&S=1&A=open:news:item:13440&C=29210
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Encontro sobre História da Educação
O II Encontro de História da Educação do Centro-Oeste (EHECO), ocorrerá de 29 a 31 de outubro de 2013, na Universidade Federal da Grande Dourados - na cidade de Dourados – MS.
Inscrições sem envio de trabalho: até 29 de outubro de 2013
Envio de resumos e trabalhos completos: até 26 de agosto de 2013
Para maiores informações segue o endereço do site: http://eheco.wordpress.com
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Ensino médio: fusão de disciplinas
O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).
A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).
Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.
"O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas", afirmou Mercadante.
Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.
Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.
A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.
Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.
Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.
O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.
Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).
Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.
Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.
A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).
Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.
"O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas", afirmou Mercadante.
Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.
Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.
A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.
Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.
Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.
O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.
Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).
Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.
Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.
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